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Óbito: Faleceu jornalista e relatador de “voz rouca e contagiante” Carlos Afonso 21 Junho 2022

O jornalista e relatador desportivo Carlos Afonso faleceu, na tarde de hoje, no Mindelo, e vai ser sempre lembrado pela “voz rouca e contagiante”, tal como descrevem os colegas Fernando Carrilho e Cardoso da Silva.

Óbito: Faleceu jornalista e relatador de “voz rouca e contagiante” Carlos Afonso

Carlos Afonso, que debatia nos últimos anos com alguns problemas de saúde, morreu na tarde de hoje aos 65 anos, no Hospital Baptista de Sousa, no Mindelo, onde esteve internado há mais de um mês e deixa o meio de comunicação social de luto, como assegurou o jornalista Fernando Carrilho à Inforpress.

Como seu “companheiro de luta”, Fernando Carrilho contou que este entrou na rádio nos anos 1969-1970 contagiado pelo “bichinho”, que nasceu com ele, já que o pai, Pedro Afonso, tinha em sua casa uma estação de rádio experimental.

Segundo ainda a Inforpres que cita a mesma fonte, o malogrado passou pela Rádio Clube do Mindelo e Rádio Voz de Cabo Verde, e mais recente Rádio de Cabo Verde (RCV), onde foram colegas e faziam de tudo, desde peças jornalísticas, animação de rádio e ainda os relatos de jogos aos fins-de-semana.

“Carlos Afonso era competente em todas as matérias e por isso a sua morte é uma grande perda para a audiência e para toda a comunicação, dono de uma voz rouca e contagiante que vai deixar um vazio”, considerou Fernando Carrilho.

Daí, acredita ter-se perdido um homem de “muita sabedoria, mas também com uma dicção espectacular e que fazia uma narração sem mácula e ainda apimentado de muito humor”, considerou o jornalista, lembrando que o amigo dizia sempre que “a vida é uma alegria permanente”.

Fernando Carrilho assegurou ainda que Carlos Afonso também foi um dos lutadores e responsáveis pelos ganhos obtidos na liberdade de imprensa no País, através das várias lutas que enfrentou nos mais de 50 anos de rádio.

Por seu lado, Luís Cardoso da Silva disse ter perdido um amigo de infância e a sua “alma gémea” dos relatos dos jogos de futebol.

O colaborador da rádio nacional afirmou ter trabalhado mais de 40 anos com Carlos Afonso, que conhecia desde 10-11 anos, e acredita que Cabo Verde perdeu uma “voz inconfundível e que fazia parte do naipe dos grandes relatadores do País”.

Por isso, Cardoso da Silva disse que há algum tempo tentava que este fizesse, pelo menos, mais um relato com ele na pista do relvado, mas algo que acabou por não acontecer.

Carlos Afonso deixou os microfones há alguns anos devido a problemas de saúde, mas foi homenageado em 2019 por alguns colegas de profissão pelo “grande trabalho” feito em prol do desporto cabo-verdiano, conclui a fonte deste jornal.

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