OPINIÃO

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O ideal da instalação das câmaras de vigilância em Cabo Verde 08 Dezembro 2019

Realmente, as câmaras de vigilância devem ser instaladas por todo o arquipélago. Pois, a sua massiva instalação e funcionamento não só trará a paz e tranquilidade ao nosso país cada vez mais violento onde a taxa de homicídio voluntário é de 10 por cada 100.000 habitantes. Verdadeiramente, esta taxa é umas mais altas em África e no mundo. Idealmente, a instalação das câmaras de vigilância deveria começar nas principais cidades cabo-verdianas, isto e, Praia (Já beneficiou das câmaras de vigilância), Mindelo (vai ser beneficiada brevemente), Santa Maria (vai ser beneficiada brevemente) e por último a cidade de Assomada que hoje conta com cerca de 17 mil habitantes.

Por: António Vieira

O ideal da instalação das câmaras de vigilância em Cabo Verde

Os sucessivos governos da República de Cabo Verde tem repetidamente falado sobre um desenvolvimento inclusivo e equilibrado nas nossas ilhas, mas na realidade somente algumas ilhas e municípios (Praia, São Vicente, Sal e Boa Vista) tem realmente beneficiado dos grandes investimentos planeados. Consequentemente, hoje as regiões e municípios em Cabo Verde divergem-se em termos de oportunidades económicas, educativas e até de auto-estima.

Como é sabido por todos os cabo-verdianos atentos, as regiões, ilhas e municípios que menos receberam investimentos dos sucessivos governos centrais foram a Região do Santiago Norte (a segunda maior região do país), Fogo, Brava, Maio, Santo Antão e São Nicolau. E, precisamente estes lugares são os mais pobres do país; isto é, elas têm o menor PIB per capita (rendimento anual por pessoa) como também têm o menor índice do desenvolvimento humano do arquipélago. Muitas vezes a pobreza afeta grandemente a autoestima e o rendimento económico dum cidadão.

Por outro lado, infelizmente, há muitos cabo-verdianos que silenciosamente apoia e até agrava a infelicidade e o sofrimento dos seus conterrâneos principalmente através da sua indiferença e maldade gratuita. Na realidade, para muitos destes cabo-verdianos regionalistas/bairristas o desenvolvimento da sua ilha ou cidade é o motivo do seu grande orgulho e superioridade e o seu desprezo por pessoas dos municípios ou ilhas menos afortunadas.

Realmente, as câmaras de vigilância devem ser instaladas por todo o arquipélago. Pois, a sua massiva instalação e funcionamento não só trará a paz e tranquilidade ao nosso país cada vez mais violento onde a taxa de homicídio voluntario é de 10 por cada 100000 mil habitantes. Verdadeiramente, esta taxa é umas mais altas em Africa e no mundo. Idealmente, a instalação das câmaras de vigilância deveria começar nas principais cidades cabo-verdianas, isto e, Praia (Já beneficiou das câmaras de vigilância), Mindelo (vai ser beneficiada brevemente), Santa Maria (vai ser beneficiada brevemente) e por último a cidade de Assomada que hoje conta com cerca de 17 mil habitantes.

Sim, é preciso a instalação das câmaras de vigilância em Assomada. Pois, ela é o maior centro urbano da região Norte de Santiago, e é de longe a mais prospera daquela região. Outrossim, Assomada, por ser a mais populosa, apresenta o maior índice de criminalidade naquela região. Na realidade, os turistas normalmente não visitam os lugares onde o índice de criminalidade é alto. Se o estado quer um desenvolvimento inclusivo e equilibrado nas regiões, ilhas e municípios… tem que investir equilibradamente, senão, seria nada menos do que a discriminação a favor de alguns e contra outras. Tristemente, se assim fosse e continuasse, no futuro próximo teríamos regiões, municípios e ilhas de classe A, B e C.

Graças aos seus munícipes, Santa Catarina, particularmente a antiga vila e hoje a cidade de Assomada, praticamente desenvolveu-se sozinha e hoje está entre as cidades com mais estabilidade económica do nosso arquipélago. De facto, há pessoas de várias partes do mundo a viverem e trabalharem lá, como também há pessoas das ilhas de Fogo, Santo Antão, São Vicente, Maio, Brava, etc., e de toda a ilha de Santiago a residirem e trabalharem lá.

Em suma, o alcançar dos objetivos traçados pelo povo cabo-verdiano até 2030 implica um investimento central equilibrado, eliminação do bairrismo e discriminação negativa crónica e principalmente o patriotismo nacional e integral.
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*Docente e investigador

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