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Nova crise à vista na Guiné-Bissau? 21 Setembro 2019

Continua por discutir no parlamento o programa do governo da Guiné-Bissau, mais de 2 meses depois de o executivo ter sido empossado, prazo-limite estipulado por lei. O Parlamento já tem em mãos o Programa do Governo de Aristides Gomes, mas a oposição afirma que o Programa foi apresentado ao Parlamento fora do prazo legal.

Nova crise à vista na Guiné-Bissau?

Segundo a RFI, o líder do Parlamento, Cipriano Cassamá argumenta que o Programa do Governo até foi entregue dentro do prazo previsto na lei, mas só agora foi possível agendar a sua discussão, tendo em conta o desencontro de agendas entre ele próprio e o primeiro-ministro.

Perante este cenário, observadores não têm dúvidas em como vem aí mais uma polémica com consequências imprevisíveis, alguns mencionando até ameaças de queda do Governo, através do chumbo do Programa do Governo no Parlamento.

Nos últimos dias, têm sido públicos os sinais neste sentido, sinais vindos de deputados de partidos da oposição ao Governo, Madem G-15 e PRS, e curiosamente, de alguns deputados da APU-PDGB, partido que faz parte de executivo.

Nesta quinta-feira, 51 deputados juntamente com o líder do Parlamento, Cipriano Cassamá, compareceram numa unidade hoteleira de Bissau, já no período da noite, onde abriram a sessão plenária do Parlamento que tinha sido convocada e desconvocada durante a manhã, por falta de condições técnicas e legais, em decorrência de uma greve do pessoal de apoio parlamentar.
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Conforme a fonte referida, os deputados do PAIGC, partido que lidera o Governo e o próprio executivo, não compareceram na sessão que deve ser retomada na segunda-feira, dia 23. O líder do Parlamento fez saber, por seu turno, que já estão reunidas as condições para o debate ao programa do Governo.

Além do plano de desenvolvimento, a oposição pretende ver debatida na sessão parlamentar, o recrudescimento do tráfico de droga na Guiné-Bissau.

A expectativa agora é saber se na Segunda-feira, o Governo e os deputados do PAIGC vão comparecer no parlamento e se os parlamentares da oposição avançam ou não com uma moção de censura ao executivo de Aristides Gomes, conclui a RFI.

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