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Nova Zelândia: Polícia cerca pinguins fujões em loja de sushi 18 Julho 2019

Os pinguins-azulinhos, espécie protegida por estar em vias de extinção, tinham deixado o seu habitat natural perto do porto e começado a armar ninho junto da loja de sushis na movimentada estação de comboios de Wellington.

Nova Zelândia: Polícia cerca pinguins fujões em loja de sushi

A insólita ação policial, cumprida na terça-feira, 16, visou recuperar os fujões para os devolver ao seu habitat natural. A polícia informou ter, no domingo, recebido um alerta sobre um pinguim-azulinho que estava a circular no centro da cidade-capital e que o piquete acabou por devolver ao seu habitat no porto.

Ao que parece, o primeiro pinguim-azulinho aventurou-se a uma longa viagem, cheia de perigos em busca de uma nova morada para a próxima geração. O pássaro que não voa teve de atravessar a pé uma autoestrada muito movimentada, seguir depois pela rede de água até ir dar à estação ferroviária.

Apesar de enxotado pela polícia, a missão exploratória resultou na mudança do par na terça-feira para o seu novo lar.

A mudança acabou anulada pelas autoridades, a policial e a do Ambiente, que usaram salmão como isco para retirar o par do interior da loja de sushis.

Os funcionários do Instituto do Ambiente acabaram por selar os cantos e recantos da loja de sushis, para prevenir um eventual regresso do par que está em época de acasalamento.

“É habitual recebermos chamadas de pessoas que tiveram a sua casa transformada em ninho”, explicou o diretor do Departamento de Conservação da Natureza, na noite de terça-feira, em direto na TVNZ-televisão nacional (acessível online). “Mas na estação ferroviária da cidade de Wellington …, é mesmo a primeira vez”, rematou.

Ornitologia marinha

“Muitas das espécies animais da Nova Zelândia, em particular os pássaros, sofreram em contacto com o ser humano. Mas a natureza consegue recuperar, e rápido, dos impactos humanos”, disse um porta-voz da universidade de Otago.

Os pinguins-azulinhos são uma espécie nativa da Nova Zelândia segundo mostram estudos conduzidos recentemente e publicados na imprensa especializada. Mas o impacto do povoamento europeu da Nova Zelândia levou a que começasse a extinguir-se a espécie nativa, Eudyptula minor.

Pela mesma altura, um fenómeno ainda por explicar, a Eudyptula minor começa a ser progressivamente substituida pelos pinguins-azulinhos da Austrália, Eudyptula novaehollandiae. Nativos e imigrados são tão similares que foram classificados como um mesmo espécime, mas diferem no canto, na reprodução (anual nos neozelandeses e semestral nos australianos) e na vivência em grandes grupos nos australianos versus vivência em casal nos neozelandeses.

Eudyptula minor ou Eudyptula novaehollandiae, é pela cor distintiva e pelo tamanho, 33 cm e peso de cerca de um quilo, que os homenzinhos de fraque azul se distinguem notavelmente dos seus primos muito maiores, os pinguins do Antárctico — esse continente gelado, dir-se-á vizinho, dada a sua relativa proximidade de um e outro país insular. Fontes: Referidas na peça.

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