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Noticiário das 7 apaga Cabo Verde do CV 17 Dezembro 2018

O novo secretário-executivo da CPLP foi embaixador em Cabo Verde nos primeiros anos deste milénio. Muitos aqui ainda se lembram. Mas não o noticiário das sete deste domingo da RDP-África.

Noticiário das 7 apaga Cabo Verde do CV

A brevidade inerente à notícia radiofónica chega para explicar a omissão? A voz da notícia omitindo Cabo Verde diz só: “… foi embaixador em Luanda e Roma”.

A notícia traz resumido o currículo de vida (CV-curriculum vitae) do Embaixador Francisco Ribeiro Telles empossado no cargo de Secretário-Geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, para o biénio de 2019 e 2020.

O diplomata, que tem um percurso de 16 anos como embaixador em países da CPLP, foi, a 18 de julho, eleito novo secretário-executivo da CPLP, por decisão saída da Cimeira do Sal.

"Desenvolver a projeção internacional da CPLP"

No seu discurso de empossamento, este sábado, 15, o novo SG da organização lusófona prometeu trabalhar para "desenvolver a projeção internacional da CPLP".

Aqui perguntamos: Ele que sabe que é necessário dar a conhecer a CPLP através das suas obras, junto dos países-membros, qual o seu plano para que os cidadãos passem a conhecer melhor a CPLP?

Mobilidade: "Poderemos fazer algum caminho nesse sentido"

A posição do novo secretário-executivo da CPLP é, pois, cautelosa na hora de falar sobre a tão propalada mobilidade entre os países-membros da CPLP.

"Poderemos fazer algum caminho nesse sentido", responde ao ser indagado pela comunicação social presente na sede da CPLP em Lisboa, durante o ato solene (foto, em captura de ecrã).

Pessoas que, aqui em Cabo Verde, têm a amarga experiência, sabem que a grande questão é, aliás, como vai ser resolvida a perene dificuldade que os cidadãos (sobretudo) dos PALOP enfrentam na hora de obter um visto para Portugal.

Desde o pedido até à sua pouco provável aceitação-deferimento, indeferimento após muito tempo gasto, muito dinheiro gasto, gastos que para a maioria não são nada despiciendos… todos os elementos dum processo kafkiano podem ser encontrados na via crucis da nossa relação com a embaixada portuguesa nas nossas capitais cepelpianas.

A esperança é, todavia, como diz Fernando Pessoa, uma constante na nossa vida, pois "ouvimos a esperança" — a nossa omnipresente, e não só porque há essa"voz" "de alguém que nos fala" — e "como uma criança sorrimos", "nas Ilhas Afortunadas".

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