Presidenciais 2021

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Neves destaca o “envolvimento excessivo” do Governo como aspecto mais negativo da campanha 15 Outubro 2021

O candidato às eleições presidenciais de domingo destacou hoje a utilização dos recursos públicos e o envolvimento excessivo do Governo como ponto “mais negativo” da campanha eleitoral, que termina hoje.

Neves destaca o “envolvimento excessivo” do Governo como aspecto mais negativo da campanha

Ao fazer balanço dos 16 dias de campanha eleitoral, o candidato que quer ser o Presidente de Cabo Verde para continuar a “realizar o sonho dos cabo-verdianos” realçou que a sua candidatura fez uma campanha eleitoral em todas as ilhas com um grande civismo e uma grande adesão a esse movimento de cidadania.

Por outro lado, apontou como sendo negativo o “envolvimento excessivo” do Governo, com utilização de meios públicos para a campanha eleitoral e uma “mobilização desesperada” a favor da “candidatura oficial”.

“Não só as viagens como utilização dos meios de transportes e de outros recursos de Estado, a mobilização de todo o Governo, de chefes de serviços desconcentrados do Estado, de directores-gerais, directores dos institutos. Portanto, uma mobilização desesperada e nunca antes vista no país nas eleições presidenciais”, disse.

Uma situação, adiantou, que vai reportar aos observadores internacionais num encontro que tem agendado para este sábado, onde aproveitará também para realçar a necessidade de se alterar o Código Eleitoral cabo-verdiano.

“Acho que devemos fazer algumas proibições na própria lei. É claro que essas coisas dependem mais do comprometimento cívico de cada um, mas temos que fazer uma revisão profunda do nosso Código Eleitoral para aperfeiçoarmos a administração eleitoral e não nos atermos a um conjunto de formalidades, quando toda gente vê o que acontece e não há possibilidade de serem tomadas medidas efectivas”, sustentou.

Apesar desse ponto negativo, o ex-primeiro-ministro, que conta com apoio político do PAICV, adianta que dispõe de indicações de que vai ser o próximo Presidente da República em Cabo Verde, podendo ganhar as eleições já na primeira volta.

Contudo, admite que esta vitória, já neste domingo, 17, vai depender muito dos votos dos indecisos e dos abstencionistas.

“Nós estamos a apelar às pessoas para irem às urnas, para irem votar para decidirem pelo futuro de Cabo Verde e estamos também a mobilizar a disporá para esta grande jornada cívica do dia 17”, disse o candidato, que tem como lema “Djunta mon, kabésa y korason”.

Se for eleito, garante que será um “Presidente que une, que cuida e que protege”, sobretudo, um “Presidente que vai colaborar e articular” com o Governo, com as autoridades locais, as empresas, os sindicatos, os partidos políticos e toda sociedade civil, para primeiramente fazer face à crise que, indicou, está a agravar-se com a pandemia, reconstruir o país e a acelerar o passo rumo ao desenvolvimento.

Nas presidenciais do dia 17 de Outubro, concorrem outros seis candidatos – Fernando Delgado, Gilson Alves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro.

As últimas eleições presidenciais em Cabo Verde ocorreram no dia 02 de Outubro de 2016, com três candidatos (Albertino Graça, Jorge Carlos Fonseca e Joaquim Monteiro), venceu Jorge Carlos Fonseca na primeira volta com 74% dos votos, para um segundo mandato. A Semana com Infropress

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