OPINIÃO

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Necessidade de amar o próximo 25 Dezembro 2018

Amar o próximo é o caminho seguro para uma sociedade de paz, justiça e dignidade. Nunca é demais lembrarmos que podemos transformar o nosso mundo em um lugar hostil e horripilante, mas também podemos fazer dele um ambiente de paz, amizade e amor; um lugar aconchegante para todos, no qual se vive a vida com serenidade e respeito.

Por: José João Neves Barbosa Vicente*

Necessidade de amar o próximo

Quando o Natal e o final do ano se aproximam, muitos homens comportam-se como verdadeiros seres humanos, promessas e desejos de paz, amor e fraternidade brotam de suas bocas por todos os cantos, mas a retrospectiva sempre mostra que seus corações estavam longe de suas palavras e promessas. A imagem de cada ano que passa é cada vez mais tenebrosa e pintada com as cores fortes da atrocidade, da barbárie, do desrespeito, da injustiça, da desigualdade e, principalmente, da ausência do amor para com o próximo, princípio fundamental para a construção e preservação de um mundo de paz e serenidade para todos aqueles que nele habitam.

Os homens desperdiçam todos os anos a chance de amar e de cuidar de si, do seu semelhante e do mundo; desperdiça a chance de construir uma sociedade de paz e menos desigual, mas não diminuem as ações que despedaçam o seu próprio mundo e causam sofrimentos cada vez mais intensos aos seus semelhantes, trazendo desesperança aos corações daqueles que mais contribuem, mas que infelizmente são sempre os menos lembrados. É preciso deixar de lado as promessas vazias e amar o próximo, somente dessa forma estaremos aptos para construirmos um mundo justo onde todos possam verdadeiramente viver.

Amar o próximo é o caminho seguro para uma sociedade de paz, justiça e dignidade. Nunca é demais lembrarmos que podemos transformar o nosso mundo em um lugar hostil e horripilante, mas também podemos fazer dele um ambiente de paz, amizade e amor; um lugar aconchegante para todos, no qual se vive a vida com serenidade e respeito. Para que essa segunda opção se torne realidade, não se pode desperdiçar a chance de amar o próximo, não com as palavras que desfazem com o tempo, mas sim com a força que brota daquilo que verdadeiramente representa o próprio ser de cada um de nós. O amor ao próximo rejeita a estupidez, a ganância, a violência, o egoísmo e a inveja.

*Filósofo, professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Editor da GRIOT: Revista de Filosofia.

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