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Nações petrolíferas fazem acordo — Rivalidade disparou preços 22 Julho 2021

A OPEP-Organização dos Países Exportadores de Petróleo chegaram este domingo, 18, a acordo para, a partir deste agosto, aumentar a produção com o objetivo de baixar os preços — que desde fevereiro têm vindo a crescer até aos níveis pre-pandémicos: cresceu 43% e está hoje a $74 (dólares) o barril. A decisão de aumentar a produção, em dois milhões bdp-barris por dia, saiu da reunião em Viena entre os treze países mais petrolíferos e parceiros.

 Nações petrolíferas fazem acordo — Rivalidade disparou preços

No ano transato com a baixa demanda e queda de preços, a OPEP e parceiros cortaram a produção em dez milhões bdp-barris por dia. Agora, de agosto a dezembro vão produzir mais dois milhões bdp "para estabilizar o mercado" e "faseadamente voltar até setembro de 2022 aos níveis pre-pandémicos".

A reabertura económica deste ano fez aumentar a demanda e — com os preços do petróleo em alta — contribuiu para a crescente inflação em alguns países, constituindo uma ameaça para a recuperação económica global.

Desde logo, a OPEP e parceiros viram que a solução era baixar os preços. A tentativa nesse sentido estava a ser concertada até que há três semanas tudo pareceu descarrilar, devido a um dissenso entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos.

Numa disputa pública inédita entre aliados, Abu Dhabi tinha — em retaliação pela anterior rejeição da proposta da EAU para produzir mais petróleo — bloqueado a proposta conjunta Riade-Moscovo para alargar a produção até 2022.

A situação fez tremer os mercados, por indiciar a instabilidade do cartel ’OPEP+’ que controla mais de 50% do fornecimento mundial.

Quotas

A reunião de Viena — em plena pandemia de Covid, que neste domingo registou 191.229.700 infeções e 4.105.820 óbitos, segundo a Worldometer — determinou ainda que alguns países-membros e parceiros, como a Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Rússia, Koweit, vão a partir de maio de 2022, pagar quotas mais altas.

1960, Bagdad

A OPEP foi fundada pela Arábia Saudita, Iraque, Irão (então Império Persa), Koweit e Venezuela reunidos em Bagdad — na capital da novel República do Iraque (em 1958 caiu a monarquia) — em 08 de setembro de 1960.

A primeira sede desta organização intergovernamental foi Genebra até que em 1965 mudou para a capital austríaca. Mas é Riade/Ryihad que de facto lidera.

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Fontes: Financial Time/WSJ/BBC. Fotos: Sediada em Viena — a capital da Áustria que não é membro — desde 1 de setembro de 1965, a fundação da OPEP/OPEC começou com cinco países-membros e alargou-se com o tempo até aos atuais treze: Angola, Arábia Saudita (que lidera), Argélia, Emirados Árabes Unidos, Gabão, Guiné-Equatorial, Iraque, Irão, Koweit, Líbia, Nigéria, RD Congo e Venezuela.

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