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Movimento estudantil: Projecto Cabo Verde na UÉ para qualificar quadros e combater fuga de cérebros 21 Janeiro 2019

Está a resultar numa experiência positiva, em termos da prevenção contra a fuga de cérebros, o Projecto Cabo Verde na Universidade de Évora (UÉ), em Portugal. Liderado pelo académico Vlademir Silva, o projecto vai no segundo ano, envolve 62 alunos e visa qualificar os quadros nacionais no exterior antes do seu regresso ao país e combater assim a fuga de cérebros.

Movimento estudantil: Projecto Cabo Verde na UÉ para qualificar quadros e combater fuga de cérebros

«O Projeto quer contribuir para o desenvolvimento de Cabo Verde, apostando na formação (principalmente os cursos que não se encontram disponíveis em Cabo Verde) e a qualificação de quadros no exterior, tendo como um dos pressupostos o regresso definitivo dos mesmos ao País de origem», fundamenta o seu mentor principal, apostando com isso na prevenção contra a fuga de cérebros.

Vlademir Silva, que frequenta o Doutoramento em Bioquímica pela Universidade de Évora, faz questão de realçar que a ideia passa também por trabalhar de perto com a Direção Geral de Ensino Superior (DGES) de Cabo Verde no sentido de apoiar os alunos que não conseguem ingressar por essa via, atribuindo-lhes algumas vagas através do mesmo Projeto.

Segundo fundamenta, o Projeto Cabo Verde na UÉ (PCVUÉ) surgiu aquando do regresso de Vlademir Silva a Portugal, para dar continuidade aos estudos avançados a nível de doutoramento na Universidade de Évora. Explica que a forma inovadora e enriquecedora da oferta formativa da UÉ, a modalidade de ensino e o método de aprendizagem, despertou nele interesse em trazer mais alunos caboverdianos, dando-lhes oportunidades de fazer um curso superior numa das melhores Universidades de Portugal. «Tendo também constatado algumas dificuldades sentidas pelos mais novos, nomeadamente na integração e acolhimento, senti logo a necessidade de os ajudar, sabendo que esse aspeto é tido como uma das principais causas do insucesso escolar, principalmente no 1º ano da vida desses estudantes. A conjugação desses factores levou-me a criar o Projeto Cabo Verde na UÉ com o intuito de ajudar os estudantes caboverdianos que pretendem ingressar na Universidade de Évora (UÉ), apoiando-lhes em todas as fases do seu percurso académico».

Projecto e integração dos estudantes

O interlocutor do ASemanaonline assevera que o PCVUÉ vem desempenhando cada vez mais um papel determinante no recrutamento e integração de alunos caboverdianos na Universidade de Évora, tendo a Reitoria da UÉ reconhecido e apoiado esse trabalho.

«É um projeto sem fins lucrativos de e para estudantes caboverdianos. O projeto que já vai no seu 2º ano, conta com 62 alunos Caboverdianos na Universidade de Évora e tem vindo a dar um forte contributo no esforço de qualificação do ensino superior na UÉ com reflexos direto para Cabo Verde. A Universidade de Évora reúne todas as condições necessárias para o sucesso académico desses alunos, porque a cidade em si é muito acolhedora, o custo de vida é reduzido, há proximidade entre os estudantes e professores e tem um contexto único de história, cultura e vivência», destaca a mesma fonte.

Segundo descreve Vlademir Silva, tudo terá começado em Cabo Verde com o recrutamento dos alunos, através da realização de seminários e ofertas formativas a nível de licenciatura, mestrado e doutoramento. Salienta que o apoio estende-se depois nas fases da candidatura, matricula e inscrição, no tratamento de questões de ordem burocráticas tanto em Cabo Verde (junto da embaixada) como em Portugal com a chegada do aluno. Inclui ainda a promoção no acolhimento, no alojamento e na integração dos novos estudantes, o apoio aos estudantes em situações especiais, quer a nível académico, quer a nível pessoal. Isto sem contar com o apoio ao concurso de bolsas de estudo e investigação concedidas pela UÉ, o acompanhamento do processo de ensino-aprendizagem, com vista a contribuir com a melhoria do ensino e formação académica, bem como a realização de workshops na UÉ para a partilha de experiências, a dinamização do núcleo dos alunos da Universidade de Évora em Cabo Verde e ainda a oferta de cursos intensivos de línguas (principalmente inglês) para os alunos que mais necessitam deles.

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