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Moçambique: Morreram 12 "mercenários russos ao serviço (oculto) do Estado" — Subjaz luta pelas maiores reservas mundiais de gás 04 Dezembro 2019

Paramilitares russos ao serviço de um grupo privado ligado aos interesses no gás, de que Moçambique tem das maiores reservas mundiais, morreram em fins de outubro e 17 de novembro em dois ataques separados de djihadistas, soube-se após o mais recente ataque. A presença de mercenários russos a lutar ao lado das tropas do Estado moçambicano na província de Cabo Delgado tinha sido aventada em 2017, mas de imediato negada tanto por Maputo como por Moscovo.

Moçambique: Morreram 12

O grupo de mercenários russos está em Moçambique sob contrato com o Wagner Group, uma corporação cujo dono é tido como um próximo do presidente Putin.

Yevgeny Viktorovich Prigozhin que a Associated Press cognominou de ’chef’ de Putin é um empresário da restauração que em novembro aparece na lista dos proibidos de entrar nos Estados Unidos.

O Wagner Group emergiu em fevereiro-março de 2014, durante a anexação da Crimeia, com o grupo de segurança privada, criado por um ex-coronel do exército russo, a participar em paralelo com as forças militares russas.

Em 31 de março de 2016, o diário londrino The Times noticiava que foram contratados para operações na Síria. Outros media, como o New York Times, deram depois conta de que o contrato prevê que os operacionais do Wagner Group, em caso de vitória sobre o Estado Islâmico, participam na partilha dos despojos de guerra, ou seja, os ricos campos petrolíferos sírios.


Maiores reservas mundiais de gás

Investidores externos entre os quais avultam a americana Anadarko Petroleum Corpe a italiana Eni, mas também desde 2015-16 a russa Gazprom estão a todo o gás em Moçambique, quase seis anos depois de o Banco Mundial avançar no seu relatório relativo a 2013 que "as reservas de gás natural em Moçambique" podem ultrapassar os 2,8 mil milhões de toneladas (um número que se escreve com 13 dígitos).

É inevitável fazer a ligação entre a descoberta das maiores reservas mundiais de gás e os ataques armados "djihadistas" que já fizeram perto de uma centena e meia de mortes na província de Cabo Delgado.

Começaram em outubro de 2017 em Mocímboa da Praia, Cabo Delgado (Moçambique: 30 mascarados armados que assaltaram Comando da PRM e mataram dois polícias serão de filial do Estado Islâmico, 30.out.017).

O mais recente ataque ao norte de Cabo Delgado, no dia 17.11, fez oito mortes, das quais as de cinco soldados na localidade de Mengaleuwa, Chitunda, 150 quilómetros a sudoeste da Bacia do Rovuma (foto), onde estão as jazidas de gás natural.

Fontes: BBC/DW.de/outras referidas.

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