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Maio: Sindicato considera “grave” sistema de remuneração das monitoras de jardim de infância da OMCV 20 Novembro 2020

Maio: Sindicato considera “grave” sistema de remuneração das monitoras de jardim de infância da OMCV

Maio: Sindicato considera “grave” sistema de remuneração das monitoras de jardim de infância da OMCV

Conforme adiantou a Inforpress, o representante da SINDPROF, Adelino Carvalho, que se encontra de visita à ilha, assegurou que durante o contacto que mantiveram com os seus associados e da visita efectuada àquele espaço educacional foram-lhes informados que as monitoras ainda auferem dez mil escudos de salário.

Situação que considerou ser “grave”, porque aquelas monitoras recebem os seus salários “no famoso envelope”, informou, acrescentando ainda que as mesmas não estão a ser cobertas pelos serviços do INPS, sendo todas elas mães chefes de família.

“Vamos encetar um encontro com os responsáveis desta ONG, porque não podemos aceitar que esta situação perdure por mais tempo, além disso temos também a pretensão de agendar um encontro com o responsável camarário para o pelouro da educação, por forma a analisarem esta situação e juntos procurarem uma solução para esta situação.

Adelino Carvalho afiançou, por outro lado, que as monitoras de jardim infantil afectas à OMCV, têm uma carga horária superior às suas colegas que estão sob a tutela da câmara municipal, visto que estas trabalham das 08:00 as 16:00 de segunda a sexta-feira.

Aquele representante disse ainda que durante a sua estada na ilha, fez a distribuição de máscaras faciais e álcool gel aos docentes da ilha, como forma de também mostrar que aquele sindicato está ciente da situação e das responsabilidades que os professores estão a enfrentar nesta pandemia.

Adelino Carvalho contou ainda que os professores na ilha do Maio, estão a reclamar do processo de reclassificação, progressão na carreira, além do subsídio de carga horária, algo que prometeu levar a tutela de ensino, de modo a que os docentes da ilha também possam usufruir dos seus direitos.

“Pudemos constatar também que algumas escolas não reúnem todas as condições exigidas pelas autoridades sanitárias, no que tange ao distanciamento social, visto que algumas salas são pequenas e não permitem um distanciamento de dois metros em cada aluno, por isso aproveitamos a ocasião para pedir ao Ministério da Educação que faça uma visita à ilha para ver estas e outras situações que ainda persistem na ilha”, sublinhou.

A mesma fonte defendeu que apesar de, neste momento, a ilha não registar nenhum caso activo da covid-19, a prevenção deve ser a palavra de ordem e os professores devem ser um exemplo neste aspecto, razão pela qual decidiram distribuir estes utensílios de forma simbólica para mostrarem que estão junto dos seus associados.

A questão do uso de máscaras e o transporte escolar também constam da preocupação que aquele representante leva para a cidade da Praia, porque, conforme contou, nem todas as famílias dispõem de recursos para comprarem máscaras aos seus educandos, visto que há famílias com mais de quatro filhos nas escolas, além disso destacou que nos transportes escolares nem sempre está sendo respeitado o distanciamento exigido.

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