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Maio/Festas de Santa Cruz contam com presença da cruz que esteve mais de 30 anos na posse da Igreja Católica – festivaleiros 25 Abril 2019

Os festivaleiros de Santa Cruz vão poder contar este ano com a presença da cruz mais antiga que acompanhava o cortejo da tabanka, e que se encontrava “confiscada” na posse da Igreja Católica há mais de 30 anos.

Maio/Festas de Santa Cruz contam com presença da cruz que esteve mais de 30 anos na posse da Igreja Católica – festivaleiros

Em conversa esta quarta-feira com a Inforpress, a rainha deste ano da festa de Santa Cruz e que é também a actual rainha da Tabanka do Maio, Marinha Lopes, assegurou que já se reuniram com o pároco local e que este se mostrou aberto a ceder aquela cruz que se encontrava na Igreja matriz há mais de 30 anos, de modo a que esta pudesse acompanhar o cortejo da Tabanka.

Conforme avançou a responsável pela realização da festa deste ano, tudo está a postos para que no dia 01 de Maio, os festivaleiros se deslocarem à Igreja matriz ao ritmo da tabanka para irem buscar a cruz e com ela permanecerem durante toda festa e até ao altar da celebração do ritual que realizam na cruz, situada na salina de Porto Inglês.

“No ano passado, estive na celebração da missa de Santa Cruz, então vi aquela cruz e prometi a mim mesma que este ano iríamos fazer esforço para resgata-la para nos acompanhar na festa. Então fui ter com padre, que prontamente, nos acudiu e nos solicitou que assim que terminarmos a festa para irmos entregar de novo a cruz na Igreja”, afiançou Marinha Lopes, para quem este é um motivo de orgulho, por poder contar com algo que há muito estavam à espera.

Marinha Lopes disse ainda que este ano a adesão das pessoas à festa de Santa Cruz tem sido “espantosa”.

“Eu sou de todo mundo e participo em todas as actividades culturais e não só, por isso que as pessoas estão a participar na minha festa”, destacou, enfatizando: “O meu grande objectivo é conseguir ter a nossa Casa da Tabanka para realizarmos toda a nossa actividade e estamos a trabalhar nisso, em parceria com IPC”.

De acordo com as explicações das pessoas mais antigas e que celebram esta festa considerada de “pagã”, que outrora foi repudiada pela Igreja, a confiscação da cruz por parte da Igreja contou com a colaboração de alguns fiéis que também discordavam da utilização da cruz nos rituais daquela festa, por considerarem que a “ousadia” feria as sensibilidades religiosas, conclui a Inforpress.

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