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Maio: Criadores denunciam que cães vadios dizimam animais na zona norte 11 Abril 2018

Os criadores de Alcatraz e Pedro Vaz, na ilha do Maio, dizem-se “desesperados” e “fragilizados” com ataques frequentes dos cães vadios que vêm dizimando os animais, numa altura em que a salvação do gado tem sido “um sacrifício”.

 Maio: Criadores denunciam  que cães vadios dizimam animais  na zona norte

Os criadores de Alcatraz e Pedro Vaz, na ilha do Maio, dizem-se “desesperados” e “fragilizados” com ataques frequentes dos cães vadios que vêm dizimando os animais, numa altura em que a salvação do gado tem sido “um sacrifício”.

Tereza Garcia Mendes, criadora da localidade de Alcatraz, disse à Inforpress que, apesar da edilidade ter feito o abate de cães vadios em alguns pontos da ilha, a situação continua “critica” porque praticamente todos os dias os animais estão a ser devorados.

“O pouco que me resta das minhas cabras foi colocado no curral na tentativa de as salvar”, frisou a moradora, lamentando que tem feito muitas despesas com o milho para a alimentação do rebanho e que a situação não tem sido fácil.

A moradora desta zona norte do Maio agradece o apoio do Governo, que “é bem-vindo”, mas não concorda com a forma como tem vindo a ser implementado o programa de salvamento de gado na ilha.

É que, segundo Tereza Mendes, os criadores de Alcatraz não estão com capacidade financeira para adquirir a ração ao preço actual, visto que, na localidade, “praticamente ninguém se encontra no emprego e, sem rendimento torna-se complicado”.

“Acho que eles deviam subsidiar a ração em mil escudos para quem não tem possibilidade e os restantes 300 escudos seriamos nós a pagar, porque está difícil arranjar dinheiro para comida, quanto mais para adquirir ração e ainda pagar o transporte até aqui [Alcatraz]”, notou a mesma fonte citada pela agencia cabo-verdiana de notícias.

A situação não é diferente na localidade de Pedro Vaz, onde, praticamente, todos os dias um criador perde o seu animal, devorado pelos cães vadios que deambulam pelo a campo.

A Inforpress também falou com João Duarte, que assegurou que os criadores estão a passar por momentos de “muita aflição” com ataques diários dos cães vadios, mesmo depois da câmara ter feito abate em alguns pontos da ilha.

“Aqui os ataques dos cães vadios têm sido frequentes. Param dois, três dias, e logo voltam à carga”, conta o criador de Pedro Vaz, lamentado a “aniquilação” do rebanho, apesar do abate efectuado recentemente pela autarquia.

Por outro lado, os criadores deste povoado pedem as entidades locais para procurarem alternativa para dar de beber aos animais, tendo em conta que a água do fontenário, que tinha sido o “ponto de socorro”, já está “muito salobra”, conclui a Inforpress.

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