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Líder do PAICV no Sal: Há que pensar na adequação das infra-estruturas ao número de turistas que “está-se a propalar 24 Agosto 2019

A líder do PAICV (oposição) defendeu esta quinta-feira, na ilha do Sal, onde terminou uma visita de trabalho, que há que pensar na adequação das infra-estruturas a nível geral, ao número de turistas que “está-se a propalar”.

Líder do PAICV no  Sal: Há que pensar na adequação das infra-estruturas ao número de turistas que “está-se a propalar

“Não podemos perspectivar o aumento do número de turistas e a contribuição que o turismo está a dar para o crescimento do país sem pensar em adequar as infra-estruturas da educação, saúde, água e energia (…), à necessidade que o crescimento da população impõe”, sublinhou, segundo a Inforpress, Janira Hoppfer Almada, considerando que tudo isso deve ser planeado.

“Não podemos apenas ter a meta de aumentar os turistas. Temos de ter a meta de garantir a sustentabilidade do turismo, por um lado, e a competitividade, sem nunca esquecer que qualquer sector que se pretende desenvolver deve primeiro garantir a melhoria de vida dos cabo-verdianos”, reiterou.

Janira Hoppfer Almada, que reservou o dia de quinta-feira para visita ao hospital e ao bairro de Alto Santa Cruz, no que respeita à saúde na ilha disse que não basta edificar fisicamente, mas também institucionalmente.

“É preciso garantir mais e melhor saúde aos cabo-verdianos. Garantir as respostas que a população precisa. Infelizmente, a nível de Cabo Verde, a saúde está a precisar de médico”, ironizou, observando que muitas famílias que não têm recursos financeiros, sobretudo as mais pobres, estão a ficar “sem acesso”, por falta de recursos financeiros.

“Pelo menos, não podendo fazer tudo, o Estado deveria fazer mais e priorizar mais. O que não se percebe é que se diga que o país tem muito dinheiro, que a economia está a crescer a 5%, e não se sinta nos sectores prioritários o reflexo desse crescimento”, avaliou.

Fazendo essa leitura, Janira Hoppfer Almada disse que as pessoas devem estar a questionar para onde está a ser canalizado o dinheiro que está a ser propalado.

“Porque às pessoas mais pobres (…) não está a chegar. Não podemos perder de vista que o que serve a Cabo Verde é um crescimento inclusivo, que sirva ao país e à população, tendo em atenção, por um lado, os sectores estratégicos, mas por outro lado, as pessoas com menos capacidade financeira, também”, frisou.

Janira Hoppfer Almada conclui, reiterando, que não se pode continuar a dizer que o país está a crescer se isso “não reflecte” na melhoria da condição vida das pessoas, refere a Inforpress.

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