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Polémica: Líder do PAICV denuncia que foi impedida de entrar no «Casa para Todos» em Palha Sé e critica casas de portas fechadas com famílias a viverem sem condições de habitabilidade no país 07 Fevereiro 2019

A polémica está instalada com o impedimento da oposição de realizar a fiscalização democrática da governação de Cabo Verde. É que a presidente do PAICV lamentou, esta quarta-feira, o facto de não poder entrar e visitar o complexo Casa para Todos, em Palha Sé, Santiago, porque “a porta estava gradeada”. Janira Hopffer Almada considerou grave o facto de todas as casas estarem concluídas, de portas fechadas, quando há famílias a viverem em habitações sem condições de habitabilidade em todo o país.

Polémica: Líder do PAICV  denuncia  que foi impedida de entrar no «Casa para Todos» em Palha Sé e critica casas de portas fechadas  com famílias a viverem sem condições de habitabilidade no país

Este descontentamento foi manifestado em entrevista à Inforpress, em Achada Limpo, onde também existe empreendimentos “Casa Para Todos”, que também fez parte do roteiro de visita da líder do principal partido da oposição.

Segundo Janira Hopffer Almada, há mais de dois meses que tenta visitar os empreendimentos em Palha Sé e Achada Limpo, mas as entidades responsáveis, nomeadamente “o gabinete da ministra das Infraestruturas, a Câmara Municipal da Praia e a Imobiliária Fundiária e Habitat (IFH), têm dificultado essas visitas.

“Vimos obrigados hoje a vir e, infelizmente, não conseguimos visitar um dos empreendimentos do Casa para Todos perto do aeroporto da Praia, uma vez que a porta estava gradeada”, desabafou Janira Hopffer Almada, acrescentando ainda, segundo a Inforpress, que efectuou as visitas “sem nenhum acompanhamento e sem ninguém para lhe dar informações”.

Definido o programa Casa para Todos como um dos maiores programas sociais feitos em Cabo Verde desde a independência nacional, a líder do PAICV lembrou que a perspectiva do anterior Governo era construir seis mil casas, reabilitar 15 mil e ainda construir também vários equipamentos sociais.

Mas, segundo Janira Hopffer Almada, depois de o actual Governo ter lançado suspeições de que os recursos do projecto foram mal geridos as obras já estão concluídas.

“Passados três anos com essas obras todas concluídas, a pergunta que se deve fazer é a seguinte: Se o dinheiro já havia sido todo gasto e se a gestão não tinha sido transparente porque que é que as obras ficaram concluídas?”, questionou a líder do PAICV, para quem o projecto foi concluído porque o dinheiro não foi gasto, contrariamente ao que disse o actual Governo, e não houve gestão intransparente, caso contrário não haveria recursos disponíveis para o seu término.

Casas de portas fechadas e falta de critérios para venda ou distribuição

Segundo a mesma fonte, a presidente do PAICV considerou grave o facto de todas as casas estarem concluídas, de portas fechadas, quando há famílias a viver em habitações sem condições de habitabilidade.

Por causa disso, ajuntou, o Governo deve responder aos cabo-verdianos se já transferiu as casas de classe A para as câmaras municipais, que critérios vão ser utilizados para a distribuição, quando é que essas casas vão ser distribuídas e que valor de renda vai ser cobrado.

A líder do PAICV anunciou que pediu também para o Governo dizer quem é que vai comercializar as casas de classe B e C. “Se será a IFH directamente ou se serão intermediários próximos do Governo”, questionou Janira Hopffer Almada, instando também sobre o valor que será aplicado na venda dessas moradias.

“Vai aplicar o custo abaixo do mercado para que jovens casais e famílias com menos capacidades financeiras possam ter a suas habitações próprias com dignidade ou vai vender as casas a preço do mercado, vendo apenas o interesse económico e fazendo tábua rasa da protecção das pessoas e da consagração do direito à habitação condigna?”, interrogou.

Outra pergunta que a presidente do PAICV deixou ao executivo de Ulisses Correia e Silva é onde para o “programa ambicioso” para habitação, orçado em cerca de 250 milhões, “prometido na campanha eleitoral”.

É que, segundo Janira Hopffer Almada, passados três anos e com quatro orçamentos de Estado aprovados, não há sinal desse programa, o que deixa a entender que ele foi “engavetado”, refere a Inforpress.

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