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Líder da oposição: Inclusão de Cabo Verde na lista da FAO é um grande recuo para Cabo Verde 12 Junho 2018

A inclusão de Cabo Verde na lista dos países a necessitarem de assistência alimentar externa, divulgada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), é um “grande recuo” para o país, afirmou Janira Hopffer Almada.

Líder da oposição: Inclusão de Cabo Verde na lista da FAO é um grande recuo para Cabo Verde

A presidente do Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV), fez estas considerações numa conferência de imprensa esta terça-feira, na Cidade da Praia, em reação ao relatório da FAO, recentemente divulgado e que inclui Cabo Verde na lista dos países “em situação de emergência alimentar”.

Segundo o relatório da FAO citado pela Inforpress, Cabo Verde é colocado entre os países com “quebra excecional de produção de alimentos e significativa perda” de cabeças de gado devido ao fraco ano agrícola em 2017.

Reagindo à notícia, Janira Hopffer Almada explicou que no ano passado o PAICV apresentou ao Parlamento um projecto de resolução para fazer face aos efeitos do mau ano agrícola no país registado no ano 2017, realçando, no entanto, que o mesmo foi “liminarmente ignorado e rejeitado pelo Governo no Parlamento”.

“Apesar dos alertas feitos tanto pelo PAICV, como pela oposição em geral, o Governo insiste em não ouvir ninguém e continua a propalar que o plano de mitigação implementado pelo executivo está a ter efeitos positivos na vida das pessoas”, disse, questionando que, se o plano tem tido efeitos positivos, porque é que Cabo Verde foi colocado nesta lista à qual não pertence desde a década de 80.

Para a líder do PAICV, os impactos do plano de mitigação para os efeitos da seca e do mau ano agrícola apresentado pelo Governo não estão a ser sentidos no terreno pelos agricultores, que já perderam boa parte das suas culturas, criadores de gado que não conseguem salvar os animais e pelas famílias do meio rural que não têm tido apoio para melhorarem as suas condições de vida.

No entanto, avançou que o PAICV tem agendado para o debate deste mês no Parlamento, a questão do mau ano agrícola em Cabo Verde e os seus efeitos, salientando que é preciso saber que concelhos e famílias beneficiaram com a implementação do plano de mitigação do Governo.

“O primeiro-ministro foi ao Parlamento anunciar com pompas e circunstâncias que o Governo tinha mobilizado cerca de um milhão e cem mil contos, entretanto é preciso saber que destino foi dado a esse dinheiro, questionou a líder da oposição, sublinhando que a questão do mau ano agrícola continua a ser uma prioridade nacional.

Para a presidente do PAICV, o Governo devia, face ao mau ano agrícola que se faz sentir no país, “implementar um programa especial de apoio para as famílias mais carenciadas do meio rural para ajudar o país a ultrapassar os problemas causados pela seca e pelo mau ano agrícola e apresentar alternativas com impactos e resultados positivos na vida das populações, refere a Inforpress.

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