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Líbano: Presidente muda discurso e admite "intervenção estrangeira com míssil ou bomba" na dupla explosão — Petição por tutela francesa 09 Agosto 2020

A polícia foi mandada no fim da tarde de sábado para retirar das ruas os manifestantes. Horas antes, correspondentes em Beirute dos jornais de referência davam conta do mal-estar que a visita de Macron causou à classe política libanesa. O presidente Michel Aoun disse três dias depois da explosão que esta pode ter sido causada por um míssil vindo do estrangeiro.

Líbano: Presidente muda discurso e admite

O primeiro-ministro, Hasan Diab, falou no sábado em eleições antecipadas, mas isso não abrandou a fúria dos libaneses que desde quarta-feira 5 voltaram às ruas. E no confronto de sábado entre povo e forças da ordem, um grupo que tentou forçar a entrada no parlamento foi dispersado com gás lacrimogéneo e balas de borracha. Mais de uma centena de manifestantes foram atingidos, entre os quais 28 que tiveram de ser hospitalizados.

A forca (foto) para os políticos vê-se desenhada em toda a parede livre. E na tarde de sábado transbordou a revolta dos cidadãos, em manifestações contra a sua "elite política corrupta".

Porém, Macron foi, na quinta-feira, 6, aplaudido em Beirute — num verdadeiro banho de multidão, que nenhum dirigente libanês teve — como o salvador do Líbano.

Uma petição online "Líbano sob mandato francês nos próximos 10 anos /Place Lebanon under French mandate for the next 10 years" recolheu em 48 horas 61.213 assinaturas. Os subscritores querem o país sob tutela francesa "para varrer a elite corrupta".

Muda o discurso sobre "negligência inaceitável"

O presidente libanês Michel Aoun dissera na quarta-feira ser "inaceitável" que as duas mil setecentas e cinquenta toneladas de nitrato de amónio — utilizado quer como fertilizante agrícola, quer como explosivo — "fossem armazenadas por seis anos em um depósito sem a segurança necessária".

Seguiu-se na quinta e sexta a detenção de um total de 16 funcionários do porto de Beirute.

Mas diante do desastre evitável — cujo balanço conta no sábado com mais de 300 mil desalojados, mais de seis mil feridos, 158 vítimas mortais e 21 pessoas desaparecidas— a população em fúria quer ver responsabilizados os governantes. E estes mandam a tropa.

Fontes: La Vanguardia/L’Express/Reuters/DW. Fotos (AFP): Os presidentes do Líbano e de França, Michel Aoun e Emmanuel Macron, na 5ªfª em Beirute.

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