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Processo democrático em Cabo Verde: José Maria Neves alerta que há uma excessiva partidarização de todo o espaço público 13 Janeiro 2019

O ex-Primeiro-ministro José Maria Neves, defendeu, este sábado,12, que há, em Cabo Verde, “uma excessiva partidarização no espaço público”, salientando, ao mesmo tempo, que é preciso “criar mecanismos para melhorar” o relacionamento entre os partidos políticos. Por isso, Neves alerta que há um recuo no processo democrático cabo-veridiano e defende mais liberdade com um maior envolvimento dos meios da comunicação social e da sociedade civil no controlo do exercício do poder politico no país.

Processo democrático em Cabo Verde: José Maria Neves  alerta que há uma excessiva partidarização de todo o espaço público

“É preciso reduzir a partidarização de todo o espaço público em Cabo Verde, onde temos uma excessiva partidarização”, concretizou o ex-chefe do Governo, citada pela Inforpress, para quem há que desenvolver condições para que haja um diálogo entre os partidos políticos e “a criação de novos mecanismos de relacionamento” entre os partidos, os deputados, os cidadãos eleitores e entre o Estado e a sociedade.

José Maria Neves fez estas declarações à imprensa, momentos antes da abertura da II ronda da conferência “Democracia e Governança: um futuro a construir”, e do lançamento do livro “Um Futuro a Construir”, promovido pela Fundação José Maria Neves para a Governança, que aconteceu, estes sábado, na Cidade da Praia.

Segundo a mesma fonte, Neves ajuntou que é necessário “reforçar tolerância mútua” entre os partidos e promover a construção de “consensos mínimos” do desenvolvimento do país.

Na ocasião, questionado também sobre as novas vozes que vem aparecendo nas sociedades democráticas, tendo como exemplo os jovens do Tarrafal de Santiago que saíram, esta sexta-feira,11, à rua para contestar o desenvolvimento do concelho, adiantou que tem havido um “aumento de dissonância” entre aqueles que governam e os governados.

“Há algum ressentimento em relação a promessas não cumpridas e há um baixo rendimento do sistema em relação às aspirações e sentimentos das pessoas”, referiu.

Recuo democrático e necessidade de mais dissensos

Com isso, realçou que são esses “novos fenómenos” que mostram que “há uma recessão democrática”, um “crescimento da democracia iliberal” e que, mesmo em sociedades onde as democracias estão “muito mais consolidadas”, há “recuos e há avanços de lideranças autoritárias” e há um “claro recuo de espaços de participação e dissenso”.

“É preciso defender a democracia, defender as liberdades, defender os espaços de dissensos, como os órgão de comunicação e os partidos políticos, é preciso criar espaços para uma maior ingerência da sociedade civil no controle e no exercício do poder”, reiterou.

A Fundação José Maria Neves para Governança tem previsto ainda, segundo a Inforpress, para Fevereiro uma nova conferência, desta feita sobre as relações entre Europa/África e, no mês de Março, perspectiva uma outra conferência, envolvendo vários ex-primeiros-ministros da África e da Europa sobre os desafios da governança em tempos de crise.

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