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Japão: Faça sol ou chuva, drones guardam cabeças 07 Junho 2018

Quem nunca sentiu que precisava de ter mais braços num dia chuvoso ou de sol inclemente, para poder segurar um protetor de cabeça, guarda-chuva, guarda-sol? Mas quem está disposto a pagar quase quarenta contos para proteger a cabeça por vinte minutos?

Japão: Faça sol ou chuva, drones guardam cabeças

Muitos de nós, com certeza, clamámos, em algum momento das nossas vidas, por ter os múltiplos braços de Káli, a deusa negra hindu.

Mas só os engenhosos japoneses se deram ao trabalho e eis aí a solução: um drone acoplado resolve o problema. É a conversão do drone tecnológico, artefacto aéreo até agora de uso bélico ou na indústria de entretenimento e doravante acessório de indumentária, protetor de cabeças. Um guarda-cabeça além do “dia de sete”, para os cerca de trinta mil dias da nossa vida média.

O recente drone tecnológico, dizem-nos as leituras cruzadas, mimetiza o drone existente na natureza, que é reprodutor e protetor das larvas que eclodirão em abelhas.

Na cidade e no campo, no deserto e no oásis, na serra e no mar, neste nosso ‘Paralelo 14’ também, o artefacto aéreo que dispensa o ser humano está ao serviço sobretudo da captação de imagens. Os drones (miméticos) estão em todo o lado e trouxeram-nos imagens, nunca antes imaginadas, de lugares reais a que nunca tínhamos antes chegado.

No Japão, ‘que ama as árvores e os robôs’, a empresa Asahi Power Service viu que este tipo especial de robô era bom para a futura geração ‘high-tech’ dos guarda-chuvas, guarda-sóis (ou sombrinha de outras gerações). A precisão da notícia obriga a que se diga que o chapéu do modelo é, por enquanto, só para o sol. A proteção contra a chuva virá a seguir, promete a referida empresa, concetora e executante da invenção.

Através de GPS, este drone-‘sombrinha’ — por cá, ressuscitaremos o vocábulo sugestivo de feminilidade ou iremos criar um novo, drone-chapéu, por exemplo? — segue a cabeça do dono, protegendo-a para onde quer que vá, mantendo-a, pois, debaixo da sombra. Sem mãos.

Especificações técnicas

Para quem receia ter a alguns centímetros da sua cabeça um conjunto de hélices a girar a elevadíssima velocidade, a empresa explica que o design final do equipamento de série a comercializar incluirá ventoinhas protegidas com algo semelhante a uma grade.

Este guarda-sol-drone, em inglês também designado ’FreeParasol’, mede 150 centímetros de diâmetro. A versão comercial pesará menos de um quilo (o protótipo pesa 5 kg) e pode voar durante 20 minutos com uma carga.

Não há preços, mas no Japão estima-se que possa custar cerca de 350 euros (39 mil CVE) quando a partir de 2019 começar a ser vendido.

Drone: neologismo, ou nova vida das abelhas

O neologismo entrou nos últimos anos na maior parte das línguas do mundo, como anglicismo para designar o drone tecnológico, de uso bélico ou na indústria de entretenimento e progressivamente em outras áreas, como a agricultura, a navegação marítima, a distribuição comercial, etc.

O que poucos sabem é que o termo tecnológico vem da designação do macho da abelha, em inglês antigo. O macho da abelha – em português, zângão — é designado há pelo menos onze séculos como “drone”, que vem do antigo germânico “tron” e que deu a designação “drohne” em alemão, equivalente a “abelha-macho”. A origem será pois onomatopaica, ou seja imita o ruído produzido pelo inseto a voar.

A importância das abelhas é já conhecida desde tempos imemoriais e objeto de estudo das diversas ciências atuais. Da Biologia e Medicina/Nutrição, Linguística/Comunicação, à Física do século XX. "Quando as abelhas desaparecerem da face da terra, o homem terá apenas quatro anos de vida no planeta", alertou Albert Einstein, Nobel da Física em 1921. Fontes: Japan Times/ A Vida das Abelhas, de Maurice Maetelinck. Foto do site da empresa Asahi Power Service.

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