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Janira Hopffer Almada acusa televisão pública de querer “condicionar a oposição e silenciar o PAICV” 13 Fevereiro 2019

A presidente do PAICV voltou a apontar, hoje, um “tratamento discriminatório e abusivo” da Televisão de Cabo Verde (TCV) que, segundo disse, já originou três queixas daquele partido junto da Agencia Reguladora de Comunicação (ARC) nas últimas semanas.

Janira Hopffer Almada acusa televisão pública de querer “condicionar a oposição e silenciar o PAICV”

Janira Hopffer Almada fez esta denúncia à Inforpress à margem da visita efectuada hoje por uma delegação do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) aos empreendimentos hoteleiros em Ribeira Grande de Santiago, nomeadamente o Hotel Vulcão, Hotel Limeira e o Hotel Pôr-do-Sol, para constatar “os desafios e as dificuldades” do sector.

“Nós estamos a constatar um tratamento discriminatório e abusivo por parte da Televisão de Cabo Verde, relativamente ao PAICV”, afirmou Janira Hopffer Almada, completando que tal comportamento já originou três queixas junto da ARC nas últimas semanas.

Segundo apontou esta fonte, a Televisão de Cabo Verde pretende “de facto condicionar a oposição e silenciar o PAICV”.

“Entendemos que num Estado de Direito Democrático nenhuma direcção de nenhuma televisão pode estar acima da Constituição e das demais leis da República”, completou Janira Hopffer Almada, frisando que o PAICV tem direito de respostas e réplicas políticas no âmbito da Constituição, que a televisão pública não tem estado a fazer valer.

Janira Hopffer Almada citou, como exemplo, a recente visita que, enquanto presidente do PAICV, fez a Cabo Verde Telecom, mas que a TCV “não acompanhou para tomar declarações”, mas que, entretanto, decidiu dar cobertura à conferência de imprensa do Movimento para a Democracia (MpD, no poder), no dia seguinte, convocada para reagir as declarações feitas na referida deslocação que “a TCV não cobriu”.

“Por outro lado, vê-se claramente que quando fazemos visitas às regiões o tempo que é dedicado ao primeiro-ministro e ao Governo não é aquilo que, nos termos da lei, está estipulado”, ajuntou a líder do maior partido da oposição, relembrando que, conforme manda a Constituição da República, os partidos com assento parlamentar, que não integram o Governo, têm direito a respostas e réplicas políticas nos termos proporcionais da sua representação.

“E não é isso que está a acontecer”, pontuou.

Prosseguindo, Janira Almada acrescentou que a televisão “tem acompanhado o primeiro-ministro e vários ministros às visitas que têm feito às empresas” e que o mesmo não tem acontecido com a presidente do PAICV.

Isto, sintetizou, “exactamente para tentar impedir que a realidade sobre a situação do sector privado e empresarial nacional seja divulgada”.

“Nós vamos continuar a fazer o nosso trabalho de fiscalização, por mandato do povo, estaremos a denunciar tudo aquilo que não estiver bem, a aplaudir tudo aquilo que estiver bem, mas sobretudo a defender os interesses dos cabo-verdianos”, concluiu Janira Hopffer Almada, que avisou que “não haverá direcção da televisão” que irá condicionar o PAICV no exercício das suas funções.

A interlocutora referiu ainda que “não será por acaso que Cabo Verde já perdeu pontos no índice de Liberdade de Imprensa”.

Aliás, disse, na perspectiva do PAICV, “até perdeu pouco”, tendo em conta o “nível de censura que a televisão de Cabo Verde, em particular, tem feito”, conclui a Inforpress.

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