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Israel: Netanyahu falha em formar governo, PR Rivlin chama Gantz 22 Outubro 2019

Benjamin Netanyahu anunciou, esta segunda-feira, que desiste de formar governo, tal como lhe tinha incumbido o presidente da República há três semanas, e que prescinde também de pedir a prorrogação por mais duas semanas. O Estado de Israel pode vir, pois, a ter a sua terceira eleição em menos de um ano, caso Benny Gantz, que o presidente Rivlin vai chamar na próxima quinta-feira para o incumbir da tarefa, volte a falhar em formar governo, como aconteceu já duas vezes este ano com o primeiro-ministro cessante.

Israel: Netanyahu falha em formar governo, PR Rivlin chama Gantz

A comunicar a sua desistência, na segunda-feira em que completou 70 anos, Netanyahu afirmou ter-se "esforçado o máximo" para chegar a formar um "governo de unidade" com o seu principal adversário, o antigo CEMFA Benny Gantz.

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro há dez anos no cargo, continua a liderar o Likud, mas um adversário interno, Gideon Saar, já indicou que está disponível para disputar a liderança caso o partido o entenda.

O cenário de mudança de liderança é cada vez mais real. No poder há mais de trinta anos, Netanyahu está indiciado de vários crimes pelos quais vai ter de responder quando deixar o poder.

O Partido Azul e Branco, liderado por Benny Gantz emitiu um curto comunicado em que afirma “Agora é a hora. Vamos à ação”. Gantz afirmou a sua” intenção de unir o país e dar credibilidade as instituições nacionais”.

“O país escolheu-nos para governar, quando nos deu a maioria há um mês”, afirmou o general Gantz, sobre as eleições do dia 17 de setembro que deram a maioria de deputados ao Partido Azul e Branco, com 33 assentos, mais um que o Likud, de Netanyahu.

Mas no Knesset (parlamento) onde era necessário o mínimo de 61 votos para formar governo, os partidos mais conservadores – direita liberal, ultraortodoxos e outras correntes religiosas dentro do judaismo — deram a Netanyahu 55 votos. Mais um que Benny Gantz, que obteve o apoio de partidos da esquerda incluindo o histórico Partido Trabalhista (Labor), de Avi Gabbay, e a coligação de partidos árabes.

O presidente Rivlin, “em nome do povo de Israel que não quer mais eleições este ano”, exortou os partidos a unirem-se num governo de coligação. A exortação destinava-se a Lieberman, do partido de centro-direita Yisrael Beyteinu (Israel Nossa Casa) que obteve oito lugares e podia ser o fiel da balança. Lieberman, contudo, diz ser impossível coabitar seja com Netanyahu, seja com Gantz, por divergências ideológicas profundas relativas ao secularismo de que Yisrael Beyteinu não abdica.
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Fontes: Washington Post/Jerusalem Post/Times of Israel/ Haaretz.

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