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Israel: Incerto futuro de Netanyahu taco a taco com Gantz nas Legislativas repetidas 18 Setembro 2019

A inédita repetição das eleições, esta terça-feira, 17, falha em dar a maioria — 61 dos 120 lugares do Knesset – a Netanyahu: pelas últimas sondagens o Likud irá de novo empatar com o Partido Azul-Branco, do ex-CEMFA Benny Gantz. Ambos têm menos três assentos (obtiveram 35 na eleição em 9 de abril), mas parece menos fácil a Netanyahu formar governo.

Israel: Incerto futuro de Netanyahu taco a taco com Gantz  nas Legislativas repetidas

Se as sondagens à boca da urna não errarem, o que não é novidade em Israel, o Knesset, o parlamento do Estado de Israel, vai ter de novo a mesma situação de abril: um ’ex-aequo’ 32 assentos para o Likud e o mesmo para o Partido Azul-Branco, as cores da bandeira nacional.

O primeiro-ministro será quem tiver mais poder de negociação no Knesset dividido entre onze partidos. O Likud com os partidos à direita e ao centro. O Partido Azul-Branco, de Gantz (foto à esquerda), com os partidos à esquerda e ao centro.

Netanyahu irá obter o seu quarto mandato, através de acertos sobre a partilha de poder com os partidos da habitual coligação de centro-direita e mais à direita?

Difícil: excluída está uma coligação do Likud com o Partido Azul-Branco. Isto foi uma das promessas de campanha de Gantz, que fez ‘cavalo de batalha’ dos imbróglios judiciais de Netanyahu (acusado de corrupção e que tem um julgamento marcado para outubro próximo).

Benny Gantz e Yair Lapid — rivais unidos que idearam uma inovadora partilha de poder, com dois anos e meio para cada um segundo a ordem alfabética — têm condições para derrubar Netanyahu, que muito dificilmente conseguirá a coligaçãoque obteve nos últimos dez anos, com os partidos nacionalistas (como o Yisrael Beyteinu), religiosos e outros do centro-direita à direita.

À direita do Likud

As sondagens dão dez assentos parlamentares ao partido de centro-direita Yisrael Beyteinu (Israel Nossa Casa) ex-aequo com o de Ayelet Shaked (de vermelho na foto), ex-ministra da Justiça no executivo de Netanyahu.

Avigdam Lieberman, do Yisrael Beyteinu , é um conservador que denuncia o poder e a influência da comunidade ultraortodoxa na vida política. Ao contrário, Ayelet Shaked conta com o apoio desse influente grupo religioso.

Uma das promessas de campanha de Avigdam Lieberman — que em dissídio com Netanyahu fundou o Yisrael Beyteinu em 1999 — é que todos os judeus ortodoxos terão de cumprir o serviço militar do qual até agora estão isentados.


À esquerda

O partido do centro-esquerda Labor, de Avi Gabbay, que obteve seis assentos em abril deve manter ou mesmo aumentar esse número.

É mais provável que o Labor entre em negociação com Gantz e não com Netanyahu.

“Este partido histórico jamais coligará com o Likud”, dizem os analistas. Têm em conta a cada vez maior viragem para a esquerda do partido que em 1969 teve na líder Golda Meir a primeira e única primeira-ministra de Israel (a terceira em todo o mundo, após a indiana Indira Gandhi, em 1966, e, no Sri Lanka, Sirimavo Bandaranaike, em 1960).

Fontes: Times of Israel/N Y times/ Haaretz/ Jerusalém Post/ Washington Post/ Arquivo: Israel repete legislativas — Netanyahu falha em formar governo, 30.5.019. Fotos: Em campanha para o 9 de abril, Netanyahu estava confiante: a vitória significava um 4º mandato, a caminho de ser o PM mais longevo no Estado de Israel, recorde até agora detido por David Ben-Gurion, o pai-fundador do Estado de Israel em 1948. Mas não conseguiu formar governo e cinco meses depois tudo piorou. LS

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