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Irão declara Estados Unidos "país patrocinador do terrorismo" 09 Abril 2019

O Irão declarou, esta segunda-feria, que encara os Estados Unidos como um "país patrocinador do terrorismo" e as forças norte-americanas destacadas na região do Médio Oriente como "grupos terroristas", divulgou a agência noticiosa iraniana estatal Irna.

Irão declara Estados Unidos

O comunicado oficial do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, citado pela Irna, esclarece que esta declaração por parte de Teerão surge como uma "medida de reciprocidade" contra "a decisão ilegal e sem sentido" também hoje divulgada pela administração norte-americana do Presidente Donald Trump de colocar a Guarda Revolucionária do Irão, força militar de elite iraniana, na lista norte-americana de "organizações terroristas estrangeiras".

Segundo a Lusa, as consequências da decisão iraniana não foram, até ao momento, aprofundadas.

O anúncio do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano surge depois do chefe da diplomacia iraniana, Mohammad Javad Zarif, ter feito um apelo nesse sentido.

"Tendo em conta ao apoio dado, tanto encoberto como aberto, a grupos terroristas pelas forças militares dos Estados Unidos na região, e ao envolvimento direto do exército dos Estados Unidos em atos terroristas", o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão pediu ao Conselho que "coloque as forças norte-americanas destacadas na Ásia Ocidental, designadas como Centcom, na lista (iraniana) dos grupos terroristas", referiu um comunicado.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês) é responsável pelas operações militares norte-americanas em mais de 20 países desde o Corno de África até ao Afeganistão (Ásia Central).

Numa decisão inédita, Donald Trump anunciou, esta terça-feira, que Washington colocou a Guarda Revolucionária do Irão na lista norte-americana de "organizações terroristas estrangeiras", medida que aumenta as hipóteses de os Estados Unidos aumentarem as sanções contra Teerão.

É "a primeira vez" que uma organização "que faz parte de um governo estrangeiro" é assim designada, referiu o chefe de Estado norte-americano, num comunicado, acrescentando que a medida permitirá aumentar "a pressão" contra o Irão, país que é encarado como um dos ’ódios de estimação’ da administração Trump, nomeadamente por causa do programa nuclear iraniano.

Esta medida "sem precedentes", "é um reconhecimento do facto de que o Irão não é apenas um Estado que apoia o terrorismo, mas que a Guarda Revolucionária participa ativamente, financia e promove o terrorismo", indicou a mesma nota presidencial.

A Força Quds, a unidade de elite da Guarda Revolucionária iraniana, é igualmente abrangida pela decisão de Washington, segundo precisou Donald Trump.

Esta força é um braço externo da Guarda Revolucionária que apoia as forças aliadas do Irão (maioritariamente xiita) no Médio Oriente, como é o caso das tropas do Presidente sírio, Bashar al-Assad, ou do movimento xiita libanês Hezbollah.

Esta decisão "vai aumentar significativamente a escala e o alcance da pressão máxima [dos EUA] contra o regime iraniano", reforçou Trump, concluindo: "Se fazem negócios com a Guarda Revolucionária, financiam o terrorismo". Imagem: Reuters

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