SOCIAL

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Relatório sobre Situação Mundial da Infância 2017: Internet é um perigo para as crianças vulneráveis 14 Dezembro 2017

A Internet está a ser um perigo para as crianças vulneráveis, alertou o relatório sobre a Situação Mundial da Infância 2017 que a UNICEF acaba de publicar. O documento apresenta o primeiro olhar abrangente da UNICEF sobre as diferentes formas como a tecnologia digital está a afectar a vida das crianças e as suas perspectivas de futuro, identificando não só perigos como oportunidades.

Relatório sobre Situação Mundial da Infância 2017: Internet é um perigo para as crianças vulneráveis

A publicação analisa a forma como a internet torna as crianças mais vulneráveis a riscos e perigos, incluindo o uso indevido das suas informações pessoais, o acesso a conteúdos prejudiciais e o “ciberbullying”. A presença constante de dispositivos móveis, destaca o relatório, levou ao acesso online menos supervisionado - e potencialmente mais perigoso - por parte de muitas crianças.

Entretanto, o relatório defende que os governos e o sector privado não acompanharam o ritmo acelerado da mudança, expondo as crianças a novos riscos, que possam prejudicar e deixar para trás milhões das mais desfavorecidas.

Prosseguindo com o estudo realizado por essa organização internacional, o documento aponta que, apesar da presença massiva das crianças no meio “online” - um em cada três utilizadores de internet em todo o mundo é uma criança. “Muito pouco é feito para protegê-las dos perigos do mundo digital e para tornar o seu acesso a conteúdos online mais seguros”, mostra.

Contudo, a UNICEF explora os benefícios que a tecnologia digital pode oferecer às crianças mais desfavorecidas, incluindo as que crescem em situação de pobreza ou são afectadas por emergências humanitárias. Estes benefícios incluem aumentar o acesso destas crianças à informação, desenvolver competências necessárias ao mercado de trabalho digital e proporcionar-lhes uma plataforma para se conectarem e comunicarem as suas opiniões.

“Mas, milhões de crianças estão a ficar para trás. Cerca de um terço dos jovens no mundo - 346 milhões - não estão online, agravando as desigualdades e reduzindo a capacidade de participação das crianças numa economia cada vez mais digital”, aponta a mesma fonte.

“Aproximadamente 56% de todos os sites têm conteúdos exclusivamente em inglês e muitas crianças não conseguem encontrar conteúdo que entendam ou que lhes seja culturalmente relevante”, avança.

Recomendações da UNICEF para equilibrar o acesso ao mundo da internet

Para igualar as condições de acesso ao mundo digital e tornar a internet mais segura e acessível para as crianças, a UNICEF espera uma acção colectiva entre governos, sector privado, organizações infantis, academia, famílias e as próprias crianças.

E para ajudar na criação de políticas mais eficazes e de práticas mais responsáveis para benefício das crianças, recomenda ainda, que seja proporcionada a todas elas o acesso a recursos “online” de qualidade, protegê-las dos perigos, incluindo abuso, exploração do tráfico, do cyberbullying e da exposição de conteúdos inadequados, colocá-las no centro da política digital, entre outras.

Como conclusão, o relatório revela que jovens com idade compreendida entre os 15 e 24 anos são a faixa etária mais conectada, sendo africanos, os menos conectados, com cerca de três em cada cinco jovens “offline”, em comparação com apenas três em cada setenta e cinco na Europa. Mas, mais: nove em cada dez URLs relativos a abuso sexual infantil identificados globalmente estão hospedados em cinco países, nomeadamente Canadá, França, Holanda, Federação Russa e Estados Unidos da América. Celso Lobo

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade
Cap-vert
Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project