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Índia: "A fome e não o coronavírus é que nos vai matar" 28 Mar�o 2020

Mais de mil milhões de indianos estão em casa, como mandou o chefe do governo. Mas há entre os milhões de ’homens à hora", que dependem de trabalhos pagos dia a dia para o seu sustento e da família, muitos que estão a desrespeitar a ordem.

Índia:

Entre as recomendações da quarentena vigente desde domingo está que cada um deve pôr-se à varanda pelas cinco da manhã, "para aplaudir com uma salva de palmas de cinco minutos, em sinal de gratidão ao pessoal de setores como a Saúde, limpeza e sanitização urbanas, polícia, transportes e imprensa".

Mas para os ’homens à hora", a preocupação maior é como vão arranjar trabalho para ganhar o sustento do dia. As obras de construção estão paradas, disse um dos homens, Ramesh Kumar, que falou à reportagem da BBC na capital indiana.

O homem originário do Estado de Utar Pradesh, a mais de mil quilómetros de Delhi, disse: "Estou aqui à espera de arranjar trabalho, mas é quase certo que não vou achar nada hoje".

"Ganho seiscentas rupias (c.800$CVE) por dia e somos cinco em casa. Estamos quase a ficar sem comida. Eu sei qual é o perigo com o coronavírus, mas também não posso deixar os meus filhos passar fome".

O condutor do riquexó/rickshaw contou que há quatro dias que não conseguiu um único cliente — não há ninguém para transportar.

Fontes: BBC/Times of India/Delhi Post/Twitter...Foto: O condutor do riquexó.

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