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Impeachment: Advogados de Trump só precisaram de duas horas para o defender no Senado 27 Janeiro 2020

Advogados do presidente dos EUA apresentaram a sua defesa em duas horas, fazendo com que os trabalhos sejam retomados só na segunda-feira à tarde. O objetivo é que seja feito um julgamento rápido que se consiga uma absolvição igualmente rápida. A defesa dos democratas e promotores do Impeachment para derrubar o presidente dos EUA ficou concluída na sexta-feira.

Impeachment: Advogados de Trump só precisaram de duas horas para o defender no Senado

A equipa jurídica do presidente Trump apresentou este sábado a sua sessão de defesa no Senado. De acordo com a comunicação social americana, os senadores aceitaram reunir-se neste dia para uma sessão abreviada de duas a três horas, antes de adiarem os trabalhos até segunda-feira à tarde. Mas, segundo noticia a BBC, foram precisas apenas duas horas para a equipa liderada pelo advogado Pat A. Cipollone expor todos os seus argumentos, terminando uma hora antes do tempo.

Nas considerações finais, Cipollone criticou os pedidos dos promotores do Impeachment para remover o presidente Trump do cargo. Em poucas palavras, e com uma estratégia considerada agressiva, o conselheiro da Casa Branca disse aos senadores que seria "de um abuso irresponsável do poder que têm se o presidente fizesse o que eles lhes estão a pedir".

"Interromper uma eleição? Interferir na eleição e remover o presidente dos Estados Unidos? Deixem o povo decidir por si mesmo", concluiu. "Isso era o que os fundadores da Constituição dos EUA queriam e o que todos devemos querer".

O advogado pessoal de Trump, Jay Sekulow, também levou consigo para o Senado uma cópia do relatório de Mueller para acusar os democratas de estarem a tentar empolar o Impeachment com a investigação sobre se houve ou não interferência da Rússia nas eleições americanas.

"Deixem-me dizer-vos uma coisa". Foi assim que Sekulow se dirigiu aos senadores. Este relatório custou mais de 32 milhões de dólares, reuniu 2800 intimações, 500 mandados de busca, 200 pedidos de registos de comunicações e 500 entrevistas a testemunhas, relembrou o advogado. E tudo para chegar à seguinte conclusão: "Esta investigação não estabeleceu qualquer ligação que a campanha do presidente coordenasse ou conspirasse com o governo russo com suas atividades de interferência eleitoral. ’"

A investigação do advogado especial Robert Mueller não encontrou evidências suficientes para estabelecer uma conspiração criminosa entre a campanha de Trump e a Rússia para influenciar a eleição. Mas ele disse que a campanha de Trump esperava beneficiar cm a ação de hackers russos contra os adversários de Trump, neste caso contra Hillary Clynton .

Os advogados de Trump foram rápidos. O presidente não tinha ficado satisfeito com o horário de sábado, porque, argumentou, não seria em termos de audiências televisivas. E assim que os advogados puderam deram por finda a sessão, passando os trabalhos para segunda-feira, ao início da tarde.

Os democratas durante toda a semana apresentaram longos testemunhos, mas os republicanos parecem comprometidos com um só plano: um julgamento rápido e, muito provavelmente, uma rápida absolvição do presidente, argumenta a BBC. Fontes: AFP c/DN

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