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Ilha do Fogo: Documentário sobre comunidade de Chã pós-erupção de 2014 vai ser rodado entre Junho e Julho 01 Junho 2018

Um documentário sobre a população e a comunidade de Chã das Caldeiras pós erupção vulcânica de 2014, que destruiu os principais povoados, vai ser rodado entre 28 de Junho a 06 de Julho naquela localidade da ilha do Fogo.

Ilha do Fogo: Documentário sobre comunidade de Chã pós-erupção de 2014 vai ser rodado entre Junho e Julho

Segundo a Inforpress, a realização do filme/documentário, que tem as pessoas de Chã das Caldeiras como protagonistas, é da responsabilidade do Instituto Universitário de Arte, Tecnologia e Cultura do Mindelo (M­_EIA) e do Instituto Cesar Manrique (Tenerife, ilhas Canárias).

Leão Lopes, produtor do documentário e que esteve na ilha do Fogo a realizar trabalho de identificação de pessoas que vão participar no documentário, disse que o objectivo deste trabalho é o de “tentar dar visibilidade ao espírito de resiliência e a capacidade de renovação das vidas das pessoas de Chã das Caldeiras”, depois da última erupção vulcânica que decorreu entre 23 de Novembro de 2014 e 07 de Fevereiro de 2015.

Para a mesma fonte, o documentário mostrará a luta da população de Chã das Caldeiras para “reivindicar sua identidade, seu sentimento de pertença e seu direito” a formar parte de uma paisagem “tão harmonioso como hostil”, após um desastre natural que ameaçou a sua sobrevivência, acrescentou a mesma fonte.

“É um projecto com as Ilhas Canárias, da M_EIA com o Instituto de Tenerife Cesar Manrique que trabalha a área de televisão e cinema”, realçou Leão Lopes, indicando que se vai juntar os professores e estudantes cabo-verdianos e das Ilhas Canárias e fazer filme em Chã das Caldeiras, anotando que o “cenário é somente Chã das Caldeiras”.

Segundo o mesmo, a ideia inicial era desenvolver este projecto numa outra realidade, ilhas do norte, mas virou para Chã das Caldeiras, e os parceiros interessaram-se também, porque achou que neste momento era mais urgente fazer este trabalho em Chã.

A rodagem vai decorrer entre os dias 28 de Junho e 06 de Julho e, segundo Leão Lopes, as partes contam fazer a estreia do trabalho em Janeiro de 2019, num festival internacional (Europa) e depois apresentar o mesmo em Cabo Verde.

Por se tratar de um documentário e não uma ficção, as pessoas de Chã das Caldeiras vão estar envolvidas, disse Leão Lopes, anotando que há pessoas com percursos que traduzam o espírito do filme, indicando que embora não seja fácil filmar em Chã das Caldeiras, neste momento, as coisas estão organizadas na área de produção e existem “algumas condições logísticas”, quer de alojamento como de alimentação.

“Outros constrangimentos vão ser ultrapassados”, sintetizou.

Leão Lopes, que em 1992 foi realizador do filme “Ilhéu de Contenta” baseado na obra literária homónima do escritor e médico foguense, Henrique Teixeira de Sousa, volta ao Fogo, enquanto produtor do documentário sobre a comunidade de Chã das Caldeiras pós-erupção.

Apesar de deixar claro que neste trabalho é mais produtor do que realizado, porque a realização é mista, Leão Lopes diz estar contente com o regresso ao Fogo a propósito de cinema, refere a Inforpress.

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