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Guerra comercial RPC-EUA leva a ’divórcio’ Google-Huawei 21 Maio 2019

Gmail, Google Maps e Youtube deixam de constar nos serviços partilhados entre os dois gigantes como anunciou a Google no domingo, 19. Esta é uma das consequências do decreto, com a assinatura do presidente Trump, divulgado na quarta-feira, 15, que ao abrir caminho para a proibição de negócios com a tecnológica chinesa, iniciou assim a ’guerra fria’ da era digital. O muro de Berlim agora digital ergue-se entre as duas potências mundiais, a americana e a asiática.

Guerra comercial RPC-EUA leva a ’divórcio’ Google-Huawei

A Huawei começou desde logo, com a ruptura no apoio técnico e colaboração da Google, a perder o acesso a atualizações do sistema operativo Android. Também as novas versões dos seus telemóveis fora da China deixam de ter acesso a aplicativos e serviços, como acima referido.

Dois dias depois do decreto, assinado por Trump, a Huawei ainda não reagira publicamente. Como disse o porta-voz em conferência de imprensa na sexta-feira, 17, estavam "a estudar o impacto das ações do Departamento de Comércio dos Estados Unidos".

Entretanto, na quinta-feira, 16, Pequim fez saber do seu descontentamento com a medida imposta por Washington e avisou que adotará medidas para proteger as suas empresas.

Pretextos ou motivações?

A má reputação de que sofreu a Huawei na Europa, em 2011 e 2012, adveio de notícias que começaram por pesar e muito na credibilidade da marca chinesa. Primeiro, foram os backdoors alegadamente instalados em equipamentos que a Vodafone, a telefónica britânica, negociou com a Huawei.

A Huawei conseguiu no entanto resolver a situação e em 2018 mantém-se como a maior empresa de serviços em telecomunicação do mundo e a segunda maior fabricante de smartphones.

Os EUA, em 2018, acusaram a Huawei de utilizar a sua estrutura europeia para fazer espionagem industrial e política para o governo chinês. Também o Departamento de Estado acusou a tecnológica chinesa de violar as sanções comerciais impostas ao Irão. Recorde-se que a alegada violação das sanções impostas ao Irão e à Síria foi invocada na detenção, em dezembro, da herdeira do império Hauwei (foto) quando desembarcou em Vancouver, Canadá, onde residem o segundo marido e a filha respetiva (a mais nova dos quatro filhos dela).

Há dois meses o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, anunciava que a organização está a avaliar o risco de espionagem que vários países – EUA, Reino Unido. Austrália, Japão – estão a associar à banda 5G fornecida pela Hauwei.

Agora aplica-se o que parece ser uma machadada mais. Que consequências? A ver...

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Fontes: Reuters/CNBC/BBC. Relacionado: China acautela relações com EUA para evitar mais medidas punitivas, após prisão da CFO da Huawei no Canadá, 8.12.2018. Foto (Reuters): A detenção no Canadá, em dezembro, da CFO/vice-presidente Sabrina Meng Wanzhou, a pedido de Washington, foi para Pequim uma "reprovável medida dos Estados Unidos para travar a Huawei", no ápice da expansão global do império tecnológico fundado por Ren Zhengfei, pai de Meng. Mais de cinco meses depois, ela continua presa tendo-lhe sido recusada a liberdade sob fiança (sobre as suas duas casas no Canadá, que valem mais de 30 milhões de dólares).

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