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França-pizza fatal: "Faço de tudo para confrontar a Nestlé", diz pai enlutado de uma das 55 vítimas 22 Setembro 2022

O pai de Nathan (foto), que morreu aos oito anos depois de comer uma pizza, disse em entrevista à BFMTV que sempre que vai à campa do filho lhe repete a promessa "Vou confrontar a Nestlé para que me expliquem o que te aconteceu".

França-pizza fatal:

O filho de Yohan Aiech morreu em fevereiro depois de comer uma pizza —’Fresh Up’ da Nestlé France, a empresa-mãe da Buitoni — que se provou estar contaminada pela bactéria Escherichia coli.

O problema de saúde pública em França gerado pela popular marca de pizzas vitimou setenta e cinco pessoas, que apresentaram sinais de contaminação em diversos graus. Entre elas, quinze crianças e um adulto que tiveram de ficar internados. Seis meses depois, surge a informação de que Nathan (foto) é uma dessas duas crianças que morreram vítimas de pizzas contaminadas.

Segundo a DGS francesa, setenta e cinco pessoas tinham apresentado "sintomas que parecem corresponder a uma contaminação pela bactéria E.Coli". Em quarenta e um casos, identificaram-se síndromes similares às de SHU e para as outras estavam em curso mais exames.

Em declarações ao JDD-Journal de Dimanche, o advogado Debuisson referiu que "as crianças apresentam lesões nos rins, fígado, coração, pulmão e correm riscos de lesão cerebral".

Quase dois meses depois, no dia 01 de abril, os consumidores da popular marca receberam com consternação a notícia de que a justiça francesa ainda não tinha informações completas sobre as suspeitas terríveis relativas às pizzas Buitoni, entretanto com produção suspensa.

Sete meses depois, as autoridades de saúde francesas autorizaram a retoma da produção. Mas há ainda muito por explicar, como disse na segunda-feira o advogado Pierre Debuisson que sete meses depois ainda não teve resposta à dúvida sobre se a contaminação não teria ultrapassado as linhas de produção da fábrica de Caudry na região norte francesa. "A questão central continua a ser: "Donde provém a bactéria?"

Indemnização requerida: 250 milhões de euros

O advogado que representa 48 famílias e um total de 55 vítimas disse à imprensa que deu entrada no tribunal de Nanterre, na área de Paris, de um processo por "erro grave" e está a exigir à Nestlé um total de 250 milhões de euros (cerca de 30 milhões de contos CVE).

A prova da "inconsequência" da Nestlé, prossegue o advogado, é que "esperou até ao 18 de março para retirar um milhão de pizzas suspeitas de contaminação", isto é, ao terceiro mês pós-alerta.

Debuisson acusa, por isso, a multinacional de negligenciar a saúde dos seus clientes por "não ter tomado as medidas necessárias para garantir a qualidade do produto à venda".

Fontes: Le Figaro/JDD.fr/MidiLibre. Relacionado: França: Pizzas contaminadas por E. coli — Justiça abre processo por homicídio e intoxicações involuntários, 05.abr.022. Fotos: Yohan Aiech, de 41 anos. Pizzas da marca ’Fresh Up’ — da Nestlé France, a empresa-mãe da Buitoni — que se provou estar contaminada pela bactéria Escherichia coli.

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