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Fogo: Movimento da Sociedade Civil “Labantá Djarfogo” defende colocação dos interesses da ilha em primeiro lugar 11 Julho 2020

O Movimento da Sociedade Civil “Labantá Djarfogo” (Levantar a ilha do Fogo), recentemente criado, defendeu, esta sexta-feira, 10, a urgência de colocar os interesses do povo e da ilha à frente de todos os interesses pessoais e políticos.

Fogo: Movimento da Sociedade Civil “Labantá Djarfogo” defende colocação dos interesses da ilha em primeiro lugar

Em conferência de imprensa, um dos responsáveis do movimento, Félix Lopes, avançou que a ilha atravessa momentos “preocupantes” para o futuro que todos almejam, sem continuar a adiar o futuro da ilha. “O descaso das autoridades governamentais em relação ao desenvolvimento da ilha, que outrora foi referência cultural, política, social e económica no contexto nacional, perdeu o estatuto do terceiro lugar, e isso é um dos motivos que levou ao surgimento do movimento “Labantá Djarfogo” , aponta Félix Lopes, citado pela Inforpress.

Para este activista social, Fogo é, neste momento, uma ilha sem competitividade em relação às outras. “É notável que a atual situação económica está na base da perda da sua população e todas as estatísticas apontam para cenários pouco encorajadores, facto que tem desmotivado os ainda residentes na ilha. Aliás, a situação vivida hoje na ilha nada tem a ver com a ilha do Fogo do passado, pois tinha e tem tudo para dar certo, mas a ilha atravessa momentos preocupantes para o futuro”, mostra, acrescentando que Fogo faz parte de um bloco de ilhas esquecidas e perdeu o direito “até de sonhar” com um espaço próspero e desenvolvido.

Preocupado com a estagnação da ilha, “Labantá Djarfogo» exige um aeroporto e um porto condignos para a região Fogo e Brava, por considerar que são infra-estruturas básicas e sem as quais não se pode falar em desenvolvimento. “Não aguentamos e nem suportamos a situação de descalabro e caótica em que chegamos, é inadmissível que os vários poderes locais não tiveram em conta o futuro da ilha e da cidade de São Filipe”, afirmou o responsável do “Labantá Djarfogo”, para quem é “chocante” ver outras cidades ligadas às redes de esgotos e São Filipe não, adiantando que fazer a requalificação urbana sem rede de esgoto “é dar um tiro no pé”, segundo escreve a Inforpress.

O movimento mostra-se preocupado e comprometido em salvar a ilha, e promete lutar para o seu desenvolvimento e fazer tudo para que a mesma não continue a ser “objecto de troça e chacota” por parte dos sucessivos governos que estiveram no poder ao longo dos anos.

“A ilha do Fogo, em geral, e São Filipe, em particular, tem de acordar”, afirmou Félix Lopes, para quem o movimento não irá calar-se, enquanto a nação foguense continuar a dormir, esperando que todos, sem excepção, contribuam para levantar a ilha e colocá-la no lugar que devia estar”, conclui, citado pela Inforpress.

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