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Familiares do desaparecido há dois meses na Praia acusam autoridades de descaso 16 Setembro 2021

O jovem Ismael Silva continua desaparecido desde o dia 13 de Julho na Praia. O pai Fredy Gomes acusa as autoridades de “nada terem feito” para localizar o filho, adiantando que os familiares vão, por isso, promover uma marcha de protesto na Capital.

Familiares do desaparecido há dois meses na Praia acusam autoridades de descaso

“As autoridades não estão a fazer nada no sentido de nos ajudar a localizar o nosso filho”, disse à Inforpress Fredy Gomes, acrescentando que o pessoal da Polícia Judiciária (PJ), sempre que é contactado, se mostra “ocupado e não atende”.

Segundo escreve a mesma fnte, Emigrante nos Estados Unidos da América, Fredy Gomes afirma que ainda tem esperança de encontrar o filho vivo.

“Continuo em Cabo Verde porque tenho fé que ainda vamos encontrar o nosso filho”, frisou, acrescentando, entretanto, que no dia 28 deste mês vai ter que regressar aos EUA.

Conforme revelou, já procuraram o filho por todos os lugares da ilha de Santiago, mas sem sucesso.

“Não há sítios do interior de Santiago e da Praia por onde não procurei o meu filho”, desabafa, adiantando que o filho já foi igualmente procurado nas praias de mar, sempre na expectativa de o corpo ser encontrado, caso tenha morrido afogado.

Neste momento, de acordo com as suas palavras, os familiares estão a preparar uma marcha pelas ruas da Cidade da Praia para, de um lado, chamar a atenção das autoridades nacionais e doutro despertar a atenção das pessoas, caso o tenham visto em algum sítio.

Fredy Gomes garantiu à Inforpress que o filho sofre de algumas perturbações mentais.

Segundo o tio Iliandro Tavares, aos dois anos de idade Ismael sofreu uma queda a partir do segundo andar de um prédio e “não morreu por sorte”.

“Com o avançar da idade, ele começou a manifestar alguns problemas mentais e teve que ser internado no Hospital Psiquiátrico de Trindade”, avançou Tavares.

O tio avançou que Ismael estudou até 8º ano e foi aconselhado a não prosseguir os estudos, por causa dos problemas que sofre.

Diante de acusações feitas pelos familiares, a Inforpress contactou a PJ para alguns esclarecimentos, mas o Gabinete de Imprensa da polícia científica informou “que, até o final desta semana, será disponibilizada a informação requerida”.

Desde Fevereiro de 2018, duas crianças, Clarisse Mendes (Nina) e Sandro Mendes (Filú), encontram-se desaparecidas e o País não sabe do paradeiro destes menores.

Ainda relacionado com o desaparecimento de pessoas em Cabo Verde, encontra-se também pendente o caso da jovem Edine Jandira Robalo Lopes Soares, que deixou a casa em Achada Grande Frente (Praia) alegando que ia levar o bebé para o controlo no PMI (Programa Materno-Infantil), na Fazenda, Cidade da Praia. Mãe e filho nunca mais foram vistos.

Edvânea Gonçalves, uma menina, também faz parte da lista negra das pessoas desaparecidas em Cabo Verde. Tinha dez anos quando saiu para fazer um mandado, a pedido da mãe, junto de uma vizinha a pouco mais de 100 metros da sua residência, e não voltou, refere a fonte deste jornal.

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