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Exportações cabo-verdianas caíram 45,5% no segundo trimestre 31 Julho 2020

As exportações cabo-verdianas caíram 45,5% no segundo trimestre, face ao mesmo período de 2019, mas a quebra nas importações levou à melhoria do défice da balança comercial, indicam dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Exportações cabo-verdianas caíram 45,5% no segundo trimestre

De acordo com o relatório estatístico do INE citado pela Lusa sobre o comércio externo de Cabo Verde no segundo trimestre, período marcado pela declaração do estado de emergência no arquipélago devido à pandemia de covid-19, as exportações caíram para 896 milhões de escudos (oito milhões de euros), contra os 1.644 milhões de escudos (14,8 milhões de euros) no segundo trimestre de 2019.

Num período que coincidiu com uma paragem praticamente total da economia cabo-verdiana, as importações diminuíram 25,8% face ao segundo trimestre de 2019, para 14.386 milhões de escudos (129,2 milhões de euros), enquanto as reexportações caíram, segundo o INE, 61,4%, também em termos homólogos, para 2.684 milhões de escudos (24,1 milhões de euros).

Segundo a mesma fonte, o saldo da balança comercial de Cabo Verde continuou deficitário, mas reduziu-se em 23,9% face ao segundo trimestre de 2019, para 13.490 milhões de escudos (121,1 milhões de euros).

A Europa continua a ser o principal cliente de Cabo Verde, absorvendo 91% do total das exportações cabo-verdianas. Em concreto, Espanha lidera a lista dos principais clientes do arquipélago, com 62,4% do total das exportações.

Os produtos mais exportados por Cabo Verde, de abril a junho, foram, prossegue a Lusa, os preparados e conservas de peixes (56,5%), seguidos dos peixes, crustáceos e moluscos (23,9%) e do vestuário (5,8%).

No sentido contrário, o continente europeu continua a ser o principal fornecedor de Cabo Verde, com 73,5% do montante total, que compara com o peso de 80,8% do mesmo período de 2019.

Portugal liderou entre os principais fornecedores de Cabo Verde, com 49,1% do total, crescendo 7,5 pontos percentuais face ao trimestre homólogo, seguido da China (10,8%), Países Baixos (5,4%) e Espanha (5,2%), refere a Lusa.

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