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Ex-vereador da câmara da Praia: Desde 2004 tinha alertado para situações que poderiam estar a pôr em causa o interesse público 07 Setembro 2019

O ex-vereador da Câmara Municipal da Praia, José Maria Veiga, escreveu, esta quinta-feira, 05, na sua página na rede social, que desde 2004 tinha alertado para a existência de “determinadas situações” que poderiam “pôr em causa o interesse público”.

Ex-vereador da câmara da Praia: Desde 2004 tinha alertado para situações que poderiam estar a pôr em causa o interesse público

“Hoje, as notícias que me chegam não me espantam, porque em certas ocasiões cheguei mesmo a alertar para determinadas situações que poderiam estar a pôr em causa o interesse público”, escreveu, segundo a Inforpress, sem, no entanto, referir-se claramente ao caso de detenção do advogado Arnaldo Silva, por suspeitas de prática de ilícitos criminais relacionados com aquisição e venda de terrenos na cidade da Praia.

José Maria Veiga, que conforme indicou, ocupou-se de várias pastas incluindo urbanismo e que hoje é deputado do PAICV (oposição), afirmou que na altura em vez de se investigar essas situações, pelo contrário, as mesmas foram “viradas contra ele”, passando a ser “vítima de tramóias”, que culminaram com a sua saída da autarquia, em 2004.

“Nessa altura, perdi. E hoje? Na verdade, é preciso ter a força da paciência e saber esperar pelo tempo”, referiu José Maria Veiga, que foi vereador da Câmara Municipal da Praia no período 2000-2004, citado pela Inforpress.

Na quarta-feira, 04, a Polícia Judiciária deteve (ver esta jornal) o advogado Arnaldo Silva, residente na cidade da Praia, suspeito de crimes de “burla qualificada, falsificação de documentos, organização criminosa, corrupção activa, falsidade informática e lavagem de capitais”.

O Ministério Público explicou em comunicado que o mesmo foi detido na sequência dos autos de instrução que decorrem na Procuradoria da República da Comarca da Praia, nos quais se investigam “indícios de ilícitos criminais relacionados com a aquisição e venda de terrenos na cidade da Praia e susceptíveis de integrarem os crimes de burla qualificada, falsificação de documentos, organização criminosa e lavagem de capitais”.

Depois do primeiro interrogatório foi-lhe aplicado como medida de coação TIR, interdição de saída do país e proibição de contacto.

O Ministério Publico adiantou ainda que as diligências de instrução até agora realizadas permitiram a identificação de mais seis suspeitos, todas pessoas singulares.

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