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Espanha: Jovem morta por homem que encontrou no WhatsApp 06 Dezembro 2019

Marta Calvo, de 25 anos, desapareceu em 7 de novembro em Valência, Espanha. Completados 25 dias de buscas, um homem de 38 anos entrou numa esquadra e confessou o homicídio da jovem, cujo corpo desmembrou e deitou os restos mortais em diferentes contentores do lixo. As autoridades priorizam encontrar os restos mortais e já suspenderam o funcionamento da incineradora municipal.

Espanha: Jovem morta por homem que encontrou no WhatsApp

Segundo a imprensa de referência, que cita fontes da investigação, os restos mortais de Marta ainda não foram encontrados. As buscas continuaram, agora procurando recuperar o corpo, após o suspeito, Jorge Ignacio T.J., confessar o crime. As autoridades suspenderam uma estação de tratamento de resíduos em Guadassur, a mais próxima do município onde a jovem desapareceu.

O último rasto de Marta foi uma mensagem de WhatsApp enviada à mãe, com a localização do sítio onde se ia encontrar com o homem, que tinha conhecido online.
Alertada pela ausência da filha e por não atender o telemóvel, a mãe de Marta dirigiu-se à casa alugada, a cerca de 55 quilómetros de Valência, cidade portuária do Mediterrâneo. Na altura, o suspeito disse que não conhecia a jovem.

A mãe de Marta apresentou queixa para o desaparecimento e o homem — que se apresenta nas redes sociais como "espiritualmente curioso" cuja "identidade está na eternidade e pátria no céu", além de "leal, altruista e abstémio" — conseguiu ficar fora do caso.

A Guardia Civil, no dia 27, dizia em conferência de imprensa que não tinha achado o mínimo vestígio: a casa estava impecavelmente limpa.

Antecedentes criminosos

De acordo com as fontes, o suspeito, de 38 anos e de nacionalidade colombiana, tem antecedentes criminais por tráfico de droga, tanto em Espanha como em Itália. Foi neste país que em 2008 foi apanhado com nove quilos de cocaína.

Depois da prisão em Itália, prosseguiu em Espanha a vida delituosa.

Jorge T. J. é ainda apontado como suspeito da morte de uma prostituta em abril deste ano.

Feminicídio tem pena até 51 anos de prisão

O crime está a ser tratado como um feminicídio, cuja pena máxima é de 51 anos de prisão. A lei espanhola recentemente agravou as penas.

Fontes: TVE/El País/La Vanguardia. Fotos: Aviso da Guardia Civil. Suspeito, no infame Valle de los Caídos. Manifestações contra feminicídios têm levado a endurecer as leis penais. Buscas intensas pelos restos mortais de Marta.

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