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Escândalo Qatar’22: Platini implica Macron 11 Julho 2020

Michel Platini implicou o presidente francês ao ser, esta semana, ouvido no tribunal de Nanterre Paris, sobre o "Escândalo Qatar’22", segundo investigação da imprensa francesa. Estas e outras revelações surgem hoje,11, relativas à alegada corrupção em volta da atribuição do Mundial de 2022 ao Qatar.

Escândalo Qatar’22: Platini implica Macron

As novas revelações surgem menos de cinco meses após ser divulgada a auditoria à Fifa, cujo relatório retumbante indica um alegado "quadro moral deletério em que se movem os Senhores do Futebol Mundial".

O diário Mediapart, por exemplo, teve acesso a relatórios judiciais em que Michel Platini implica o próprio presidente Macron.

O acesso a essa informação parece ter sido recente. Mas as escutas e relatórios judiciais já têm um ano. Terá sido em junho de 2019 que Platini foi ouvido nas escutas a afirmar que Emmanuel Macron se comprometera a "ajudá-lo" a nível judicial e nesse sentido instruíra o responsável pelo desporto no Eliseu.

Ademais, nessa escuta Platini deixa escapar que o presidente Macron estava em contacto com o alto magistrado Michel Debacq, que embora não estivesse encarregado do processo se tinha "implicado pessoalmente" no mesmo.

O ex-presidente da Fifa, Blatter, em 2019 já tinha afirmado que o escândalo do Qatar não tinha a ver com ninguém a ser comprado, mas sim com "a intervenção política francesa que deu o Mundial ao Qatar".

O então ex-dirigente da Fifa com as suas palavras afastava o labelo da corrupção por dinheiro que recaia sobre Platini, dirigente da UEFA.

Mas voluntariamente ou não, Blatter afirmou que Platini tinha intervindo para favorecer o voto pelo Qatar. "Mas isso foi política e não corrupção, afirmou o suíço na entrevista em junho de 2019 ao desportivo francês L’Equipe.

Em 2016, Blatter em entrevista ao Le Figaro, já tinha revelado que o Michel Platini se reunira com o presidente Nicolas Sarkozy e o emir do Qatar em 23 novembro de 2010, nas vésperas da votação. «Ele disse-me: " Disseram-me para eu votar pelos interesses franceses, e o meu grupo não vai votar como tínhamos tacitamente decidido de votar no comité executivo". Isso não me chocou. Já o mesmo tinha acontecido no Mundial 2010. O Jacques Chirac disse ao Platini : "Tu não vais votar pela África do Sul. Nós, temos mais ligação com Marrocos". Eu já sabia que o Qatar ia ganhar antes de abrir o sobrescrito».

"Vamos restaurar a imagem da Fifa", disse Gianni Infantino

A auditoria aos 18 anos da chefia de Blatter procurou corresponder ao retumbante "Vamos restaurar a imagem da Fifa", proferido por Gianni Infantino, o presidente do órgão máximo do futebol mundial, ao ser empossado no cargo em 2016.

Os resultados desse relatório têm vindo a ser estudados pelas autoridades francesa e suíça e já deram lugar a processos de investigação judicial. É caso para perguntar: Até onde irá o processo em curso? A tese da intervenção política corresponde aos factos ou é uma estratégia de defesa? A ver vamos. Fontes: FranceFoot/Le Monde/Outras referidas.

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