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EUA: Violada em estado vegetativo dá à luz – Clínica sob investigação, diretor demite-se 12 Janeiro 2019

A clínica para pessoas em estado vegetativo entrou nos noticiários em 29 de dezembro quando uma paciente há 14 anos em estado de coma profundo deu à luz um bebé.

EUA: Violada em estado vegetativo dá à luz – Clínica sob investigação, diretor demite-se

A mulher de 29 anos foi internada na clínica Hacienda em 1992. Desde os três anos de idade vivia nessa clínica, em Phoenix, Arizona, que acolhe pessoas atingidas por deficiências a nível intelectual e ou psíquico. Terá vivido 14 desses 26 anos sem se mover, sem comunicar, em estado vegetativo que requer cuidados e supervisão permanentes, mas realizados por pessoal menos qualificado.

As autoridades chamadas à clínica no dia 29 último depararam com a estranha situação. "Uma mulher incapacitada, que não se move, não comunica" acabara de dar à luz um bebé. Os funcionários estavam em choque: "Não sabíamos que ela estava grávida". O último exame médico datava do dia 16 de abril.

"Ela não podia ter participado, nem consentido no ato que gerou o bebé. Ela é uma pessoa indefesa que foi vítima duma agressão sexual. Agora a nossa prioridade é a investigação para saber quem cometeu o crime sexual", disse o sargento Tommy Thompson, da Polícia de Phoenix, após descrever as circunstâncias do caso.

A investigação policial começou, na quarta-feira, 9, pelos trabalhadores da clínica, que foram submetidos a testes de ADN para determinar quem é o violador. Em dois outros casos em que pacientes incapacitadas deram à luz, os violadores eram funcionários, que foram apanhados pelo DNA. Um dos casos teve lugar no estado de N.York, em Brighton em 1996 e o outro no Texas, dois anos depois.

Na segunda-feira, 7, "o diretor-executivo da clínica tinha apresentado a demissão do cargo que ocupava há muito tempo".

Surdos a alertas sobre irregularidades

Em 2017, referem as fontes, a inspeção tinha alertado a direção da clínica para situações suspeitas.

Um paciente, do sexo masculino, queixara-se de que os doentes não tinham privacidade. Citara mesmo que no duche a qualquer momento os empregados podiam entrar. “Nem sequer respeitam o facto de eu estar sem roupa”.

Organizações que avaliam a qualidade dos serviços prestados aos pacientes em estado vegetativo e de coma — muito semelhantes, mas em que o comatoso nunca abre os olhos, ao contrário do que acontece ao afetado em estado vegetativo — tinham já alertado para os valores "muito abaixo da média" atribuídos à qualidade dos cuidados prestados.

Fontes: NY Times/Reuters

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