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EUA: ’Suspeito de terrorismo nacional’ assume 65 acusações no caso dos explosivos enviados a democratas críticos de Trump 25 Mar�o 2019

O cidadão nacional Cesar Sayoc, de 57 anos, começou por negar a autoria do atentado de 26 de outubro, com explosivos enviados por correio a treze personalidades – Obama, Hillary Clinton… — , mas esta semana no tribunal federal de Manhattan deu-se por culpado “para evitar ser levado a julgamento em que arriscaria a pena máxima”.

EUA: ’Suspeito de terrorismo nacional’ assume 65 acusações no caso dos explosivos enviados a democratas críticos de Trump

O processo dos 14 pacotes de explosivos enviados a personalidades democratas por Sayoc, confesso ’idólatra de Trump’ e militante do Partido Republicano detido em Miami, voltou esta semana pela segunda vez ao Tribunal de Manhattan. A primeira foi há mais de quatro meses, a 6 de novembro, em que ficou confirmada a detenção do ’suspeito de terrorismo nacional’ sem direito à fiança, que aliás não pediu.

As últimas notícias sobre Sayoc datavam de 6 de novembro, na audiência em que teve um advogado oficioso. Foi então noticiado que a principal ajuda ao processo investigativo veio dos erros ortográficos e uma impressão digital esquecida num dos pacotes armadilhados.

Em época de eleições intermédias pânico mesmo sem detonações

Nenhum dos pacotes armadilhados — treze, no total — detonou. Mas o pânico foi intenso. A poucos dias das eleições de novembro, foi dado o alerta geral, com pessoas a serem retiradas dos locais de trabalho, como a estação televisiva CNN.

De cinco para 65 acusações

As sessenta e cinco acusações assumidas pelo réu no dia 21, última quinta-feira, mostram o avanço da investigação. Quando foi transferido para Nova Iorque em 1 de novembro, Sayoc tinha, confirmadas pelo tribunal da Flórida, cinco acusações —transporte de explosivos com a agravante de ser um crime cometido em vários estados federais, uso do correio em atividade criminosa, ameaças contra ex-presidentes e outros dignitários do Estado, ameaça às comunicações entre estados federais e agressão a agentes federais.

Os media referem que a pena pode atingir, até agora, 48 anos de prisão. Mas isso tem em conta apenas uma parte das 65 acusações, já que as contas aos demais crimes ainda estão por fazer, o que só deve acontecer na próxima audiência em setembro. Além disso, deve contar como agravante o longo recorde de detenções que, segundo fonte policial, Sayoc detém.

Erros nos nomes, endereços, Twitter

Os erros ortográficos, a que muita gente não liga, foram também um ’calcanhar -de-Aquiles’ para o suspeito, já que ajudaram muito a investigação. A polícia constatou que os erros no endereço eram iguais aos erros na conta Twitter de Sayoc.

Exemplos: ‘To John Brennan’ perdeu o 2º ‘n’ (geminado). “Hillary” idem: perdeu o 2º ‘l’ tanto no envelope como no Twitter. Debbie Wasserman-Schultz perdeu o hífen e a 2ª consoante (*Shultz) tanto no envelope como no Twitter; e como o endereço foi utilizado, simuladamente, como endereço de devolução de correspondência, o erro foi repetido “múltiplas vezes”, explica o FBI.

"Vive com a mãe, não tem bens próprios"

Na década de 1990, Sayoc — que adulto voltou a viver em casa da mãe, a típica mamma italiana — foi detido quase uma dezena de vezes, por roubo e por posse de "substâncias anabolizantes ilegais que utilizava para criar músculo". Em 2002 foi condenado a um ano de prisão, com pena suspensa— como relatou à Associated Press o seu advogado, que o desculpa como "alguém explosivo que não se controla" —, por ter ameaçado um funcionário da companhia local de eletricidade nos seguintes termos: "Aposto que ias resolver de imediato o meu problema se eu pusesse aqui uma bomba". Em 2014, foi condenado por roubo, depois de no ano anterior ter sido condenado por agressão.

Pelo meio, aparece nos registos de pequenos comerciantes e pequenos industriais. Os negócios não correm bem e ele perdeu casa, carros em processos de penhora.

Em alguns casos, a sua ’veia empreendedora’ — que o leva a montar serviços de catering ou lavandaria, agenciamento de shows (do culturismo ao striptease) — termina num pedido de proteção ao Estado ante falência iminente, justificando que "o requerente vive com a mãe, não tem bens próprios".
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Fontes: BBC/AP/Business Insider/Reuters/CBS/AFP/Washington Post/NYTimes

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