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EUA: Supremo indefere pedido de Trump sobre impostos — Magnata vai ter de entregar arquivos à Justiça 22 Fevereiro 2021

Trump enquanto empresário tinha pedido ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos para anular a decisão do tribunal federal que o tinha condenado a entregar todas as provas de declarações fiscais à Procuradoria de Nova Iorque. Esta segunda-feira,22, a instância suprema da justiça indeferiu o pedido e inflige ao recém-ex-presidente mais uma derrota, agora no plano empresarial.

EUA: Supremo indefere pedido de Trump sobre impostos — Magnata vai ter de entregar arquivos à Justiça

O quadragésimo-quinto presidente rompeu com uma tradição de quase meio século iniciada com o 39º, o presidente Carter, pela qual os presidentes da República fazem a entrega das declarações de impostos para divulgação pública. Donald Trump recusou sempre publicar as declarações fiscais, e com isso abriu a porta às mais diversas especulações sobre a extensão factual da sua fortuna.

É histórica a decisão proferida esta segunda-feira pelo Supremo, que mais uma vez rejeitou a nova tentativa de Donald Trump para evitar a entrega dos seus arquivos contabilísticos à Procuradoria nova-iorquina.

Uma decisão histórica que tem um peso extraordinário: a Procuradoria pode prosseguir com as investigações e, deste modo, o ex-presidente arrisca mesmo vir a ser condenado, desta vez por crime fiscal.

Supremo desde o pós-3-11 tem indeferido

Na esfera política, tornou-se facto evidente desde a derrota de Trump na eleição presidencial de 3 de novembro: o Supremo recorrido está a indeferir, regra geral.

Indeferimento após indeferimento aos recursos relativos à eleição presidencial. Foi indeferido o pedido do Texas para impedir o voto em Biden pelos grandes eleitores de quatro Estados – os republicanos Geórgia, Michigan, Pensilvânia e Wisconsin — como foi divulgado a 11 de dezembro.

"Não se evidencia a alegação de fraude", sentenciou em texto lacónico o Supremo Tribunal de Justiça, que voltou a rejeitar mais uma tentativa da ala republicana para, através da instância judicial, reverter os resultados da eleição presidencial de havia seis semanas.

A ação proposta pelo Texas, uma semana antes, visava impedir a votação em Biden por parte dos Estados "republicanos" de Michigan, Pensilvânia, Wisconsin e a última que Trump perdeu: Geórgia (Biden ganha Geórgia e Carolina do Norte é de Trump, 14.nov.020).

Ao fim de três meses buliçosos em todas as frentes, viu-se que a tentativa desesperada do controverso presidente para "segurar" o Supremo também não deu frutos. A aposta na frente judicial incluiu desde logo a meteórica indicação da magistrada Amy Coney-Barrett para o Supremo (EUA: Republicanos do Senado confirmam Amy Coney Barrett no STJ — Democratas impotentes, 29.out.020; Trump escolhe Amy Coney Barrett para Supremo, 27.set.020; Trump ...— Infeção com origem no ato solene de escolha de Amy Coney Barrett para Supremo, 04.out.020).

Fontes: Washington Post/WSJ/ New York Times. Foto: Tribunal Supremo dos Estados Unidos.

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