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Domingos Simões Pereira: PAIGC aceita mandato de maioria relativa saído das últimas eleições para dirigir e unir Guiné Bissau 14 Mar�o 2019

O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, afirmou, esta quarta-feira, que o maior vencedor das legislativas de domingo é a Guiné-Bissau e que será primeiro-ministro de todos os guineenses. "Na condição de presidente do partido escolhido pelo povo para governar o país, na condição de próximo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, gostaria de dizer que o maior vencedor desta eleição é o nosso país", afirmou Domingos Simões Pereira, na sede do partido em Bissau. Líder do PAIGC lamenta o facto de os números anunciados pela CNE não coincidirem com as expetativas do partido - obter a maioria absoluta - mas garante que aceita os resultados e vai estabelecer as "alianças necessárias" para a estabilidade. Referindo-se à sua futura relação com José Mário Vaz, Domingos Simões Pereira sublinha: "Nunca afirmei estar indisponível para trabalhar com o Presidente da República".

Domingos Simões Pereira: PAIGC aceita mandato de maioria relativa saído das últimas eleições para dirigir e unir Guiné Bissau

Conforme a imprensa local, Domingos Simões Pereira fez o seu primeiro discurso após conhecidos os resultados eleitorais, no Salão Amílcar Cabral na presença dos jornalistas e de dirigentes do partido, enquanto milhares de apoiantes aguardavam que fosse para o palco, montado no lado lateral da sede, para festejar a vitória.

Com o acordo de incidência parlamentar já assegurado com as três formações políticas já referidas, fica constituída a coligação pós-eleitoral constituído por 54 deputados, formando assim uma maioria absoluta que possibilita o PAIGC, o partido mais votados com 47 deputados, governar com estabilidade o país de Amílcar Cabral.

Entretanto, o MADEM-G15 e PRS acertam posições. Estes segundo e terceiro partidos mais votados nas eleições legislativas de 10 de março continuam reunidos para analisar os dados publicados hoje,13, pela Comissão Nacional de Eleições.
Segundo fontes locais citadas pela DW, as direcções superiores das duas formações políticas - que assinaram ontem um acordo que visa a estabilidade parlamentar e governativa - devem reagir aos resultados eleitorais ainda esta quarta-feira.

Para observadores locais, a grande supressa nessas eleições é o MADEM-G15, uma dissidência do PAIGC, que conseguiu ultrapassar o PRS que foi, até bem pouco tempo, a principal força na oposição. Já a também dissidência Frente Patriótica de Salvação Nacional (Frepasna), do ex-PM do governo da crise de Barciro Djá, foi a decepção dessas eleições – não elegeu deputado.

A fazer fé nas informações de meios de comunicação social em Bissau, após o anúncio dos resultados provisórios, o debate é aceso nas redes sociais. Entre festejos e queixas dos guineenses, Miguel de Barros, sociólogo guineense, lamenta, no Twitter, a eleição de apenas 14 mulheres, apontando para o "imobilismo em relação à paridade" na Guiné-Bissau.

Resultados eleitorais provisórios com altos e baixos dos partidos

Conforme os resultados provisórios das eleições do último domingo, regista-se subida e descida de partidos em termos de votações. Comparando com as últimas eleições, realizadas em 2014, o PAIGC desceu de 57 para 47 deputados, com 46,1% dos votos, e o PRS, que tinha obtido 41 lugares no parlamento, apenas conseguiu 21.
Durante a última legislatura, o PAIGC viveu uma grave crise interna que culminou com a saída de 15 deputados, que criaram o Movimento para a Alternância Democrática (MADEM - G15) e que elegeu 27 deputados, passando a ser a segunda maior força no parlamento.

Nuno Nabian, que tinha ficado em segundo lugar nas presidenciais de 2014, também criou a APU-PDGB, que conseguiu estrear-se no novo Parlamento com cinco mandatos.

A UM e o PND mantêm o mesmo número de mandatos conseguido em 2014, ou seja, um deputado a cada um.

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