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Dinamarca: Recapturado ’o perverso polimorfo’ que matou e profanou cadáver de jovem jornalista sueca 22 Outubro 2020

O dinamarquês Peter Langkjær Madsen, de 49 anos, evadiu-se da prisão nesta terça-feira, 20, mas foi recapturado pouco depois e devolvido à prisão onde cumpre pena perpétua por ter perpetrado o assassínio seguido de esquartejamento e profanação do cadáver da jornalista sueca Kim Wall. Prodigioso inventor e engenheiro autodidata, Madsen logrou atrair a malograda jornalista para uma entrevista fatal a bordo do seu mais recente invento, o submarino ao ’Nautilus’, em abril de 2017. Durante mais de três anos, negou o seu crime mas acabou por confessar todos os pormenores hediondos dois meses, em agosto.

As autoridades disseram, em conferência de imprensa, que Madsen interrogado após ser recapturado confessou os pormenores da sua fuga.

Primeiro e ainda no recinto da prisão de Herstedvester nos arredores da capital, Copenhaga, ameaçou um psicólogo e um diretor.

Conseguiu sair e parar uma carrinha, ao apontar um objeto que parecia ser uma arma ao motorista.

Segundo os procuradores disseram em conferência de imprensa, Madsen ameaçou ainda os polícias que ia detonar um cinto de explosivos, que se revelou falso.

Esta tentativa de evasão foi breve, menos de cinco minutos. Madsen acabou por ser capturado a 500 metros da prisão, pela polícia que os agentes prisionais chamaram para os ajudar após terem visto a carrinha branca onde entrou.

Madsen enfrenta agora novas acusações: tentativa de fuga da prisão e ameaças a agentes da autoridade. Estas acusações ditas preliminares permitem que a polícia mantenha Madsen por duas semanas enquanto realiza a sua investigação.

Biografia do criminoso

Filho mais novo da mãe que casou com um homem muito mais velho após ter três filhos de duas uniões anteriores, Madsen adorava o pai.

Mas a mãe saiu de casa e levou os quatro filhos, todos rapazes. Pouco depois, Madsen então com seis anos conseguiu voltar para casa do pai que o incentivava no seu interesse pelas engenhocas.

O menino prodígio na engenharia foi brilhante aluno de química e física, mas nunca obteve nenhum diploma académico, pois nem sequer completou o último ano do liceu.

Apoiado primeiro pelo pai, produziu um grande número de inventos que o tornaram famoso na Dinamarca.

Perdeu o pai aos dezoito anos, mas com a sua fama foi fácil angariar patrocínios de grandes empresas e magnatas. Tudo isso permitiu-lhe não só construir foguetes e submarinos, mas também levar um estilo de vida dispendioso durante três décadas — até àquele fatídico 24 de abril de 2017.

2ª esposa teve pedido de asilo recusado na Ucrânia

Na sequência do crime. a sua esposa pediu o divórcio em fins de 2017, ao fim de sete anos de casamento.

Já detido, Madsen voltou a casar em fins do ano transato. A segunda esposa, Jenny Curpen, de 39 anos, é uma russo-mauriciana que se destacou ao longo da última década pelas diversas iniciativas de oposição a Vladimir Putin.

Enquanto jornalista que escreveu para a Novaya Gazeta e Ekho Moskvy, Jenny Curpen foi perseguida em várias ocasiões pelo regime. As novas leis contra a liberdade de expressão surgidas sobretudo em 2012 viriam a tornar impossível a sua permanência na Rússia. Assim, depois de ter sido presa em 6 de maio de 2012 nos protestos contra o "quarto mandato de Putin", decidiu deixar o país.

No ano seguinte, 2013, obteve o estatuto de refugiada política na Finlândia. Pouco antes, a Ucrânia tinha-lho recusado.

Em fins de 2019, recém-casada com o mais notório criminoso do reino de Dinamarca, foi Jenny quem divulgou, na sua página de Facebook, o enlace celebrado em 19 de dezembro. De imediato começou a receber mensagens hostis. Muitos chamaram-lhe "doida"...

Fontes: BBC/Huffington Post/

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