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Dia da Nacionalidade: ACOLP homenageia 25 combatentes da liberdade da pátria no dia que se assinala 45 anos da morte de Amílcar Cabral 21 Janeiro 2018

A Associação dos Combatentes da Liberdade da Pátria (ACOLP) homenageou hoje, na Praia, 25 associados, no dia em que se assinala 45 anos do assassinato de Amílcar Cabral e comemora-se o dia dos Heróis Nacionais.

Dia da Nacionalidade: ACOLP homenageia 25 combatentes da liberdade da pátria no dia que se assinala 45 anos da morte de Amílcar Cabral

Ao dar as boas-vindas aos presentes, o presidente da ACOLP, Carlos Reis, explicou que a direcção da associação decidiu homenagear alguns membros com mais de 80 anos, respondendo a um dos fins da organização, que é divulgar e promover, através de intervenções cívicas, os ideias e motivações que orientaram a luta de libertação nacional e transmitir o testemunho e experiencias dos que assumiram essa luta como uma responsabilidade histórica.

“A escolha da data 20 de Janeiro, corresponde à intenção e à convicção que temos, segundo as quais as vidas dos homenageados entregues a esta grande causa que chamamos Cabo Verde, constituem testemunhos vivos que fazem a ponte entre a luta para a independência de mais de uma dezena de anos e ligam os sonhos de Cabral em relação a Cabo Verde com a realidade actual”, justificou.

Maus ventos com falta de acto solene e deposição de flores

Carlos Reis mostrou-se, entretanto, surpreendido com o facto do decreto-lei nº4 de 23 de Dezembro que relembra quais são os factos que devem constituir motivos para convocações de sessões solenes da Assembleia Nacional, excluiu o 20 de Janeiro, numa atitude de “afastar alguns símbolos nacionais que já não estão vivos, como Cabral”, pelo Parlamento.

Nesta mesma linha, lembrou que a ausência da disposição de coroa de flores no Memorial Amílcar Cabral pelo Presidente da República neste Dia dos Heróis Nacionais, “só pode ser explicada por uma incúria e falta de programação a tempo divido”, que não podia deixar de mencionar.

Ao falar em nome dos homenageados, entre os quais Pedro Pires e Osvaldo Osório, o combatente da liberdade da pátria Olímpio Varela considerou que o acto de homenagem que hoje recebem é algo que “enobrece quem o pratica e reconforta quem o recebe”, sendo que neste caso, os homenageados que estão numa “idade de fragilidade”, a distinção é um “bálsamo” que os vão ajudar a “contrabalançar e tentar fintar os amigos que acompanham a velhice e que tanto apoquentam as pessoas nessa idade”.

“Apesar dos maus ventos que sopram contra o acto de comemoração deste tão grande dia, 20 de Janeiro, com igual solenidade ao 05 de Julho e 13 de Janeiro, lutaremos enquanto vivos, com as forças que ainda nos restam, para esses vaticínio e que Cabral continue sempre no lugar que bem merece como pai das nacionalidades cabo-verdiana e guineense”, destacou.

O acto de homenagem, que aconteceu no Dia dos Heróis Nacionais, foi presidido pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, e contou com as presenças do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, do vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, dos deputados nacionais, dos membros da ACOLP e familiares dos homenageados.

Alguns dos homenageados residem em São Vicente e posteriormente a ACOLP prometeu deslocar-se à ilha para a homenagem. Fonte: Inforpress

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