DIÁSPORA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Desmentido de Maria Silva em resposta ao artigo saído no Jornal ‘A Semana’ Online no dia 9 de Julho de 2019 16 Julho 2019

O jornal ’A Semana’ Online publicou no passado dia 09 de Julho, um artigo intitulado “A Secção Consular da Embaixada em Roma-Itália em polvorosa: Cabo-verdianos residentes indignados denunciam situação constrangedora por alegada má atuação da funcionária Maria Silva”.

Desmentido de Maria Silva em resposta ao artigo saído no Jornal ‘A Semana’ Online no dia 9 de Julho de 2019

No referido artigo encontram-se numerosas e gravíssimas afirmações lesivas da minha imagem, honra e profissionalismo, desprovidas da verdade, seguidas de comentários anónimos, vulgares e difamatórios, mexendo com a minha figura de mãe.

Tal artigo, sem assinatura do pseudo jornalista, implica que seja a Direção do Jornal a assumir toda e qualquer responsabilidade quanto ao seu conteúdo.

Está à vista de todos que isso não passa de uma tentativa de difamação pessoal por parte de pessoas que não sabem fazer outra coisa na vida.

Compreendo o desespero dos seus autores mas, todos esperam e esperavam outra postura, por parte de um órgão de comunicação social, sobretudo no rigor e respeito pela verdade – isto como dever e obrigação de um bom jornalismo/jornalista – na escolha de questões e matérias que não sejam apenas para alimentar a intriga e o maldizer, daí o dever, antes de mais, de verificar se as informações que lhe foram transmitidas são verdadeiras, procurando sempre o contraditório.

Trata-se apenas de denegrir e achincalhar uma determinada pessoa na praça pública e permitir que, de forma camuflada e fantoche, se tente passar a ideia de que o assunto seja de utilidade relevante ou de interesse social e, em decorrência, se tente transmitir mensagens “pessoais” num jornal online onde facilmente se multiplica o efeito, como se a verdade não interessasse e a pessoa e as instituições visadas não merecessem o fundamental respeito e a integridade em sua defesa.

Uma peça, segundo o pseudojornalista incendiária que entra na do-ença da intriga, cancro de qualquer sociedade, tudo para facilitar interesses não confessos sendo, por isso, panfletária e, de todo inaceitável e de um profundo mau gosto.

Repito, qualquer pessoa com bom senso que leia o artigo, dá-se con-ta da desesperada busca de se construir a direta imagem de negação à minha pessoa. Na verdade, a peça pseudojornalística, por não obedecer a critérios senão do género de ´fake news`, exige, nos ter-mos da lei, desmentidos e esclarecimentos em relação aos factos narrados:

Factos:

Após ter lido a notícia, contactei pessoalmente quase todas as Associações de Cabo-verdianos sediadas na Itália, identificadas na noticia como “grupo significativo de associações” para entender a razão de artigo, tendo sido o resultado o seguinte:

a) Muitas associações foram, de facto, contactadas com a seguinte questão: “aceita que um certo senhor, que por acaso, é o pseudo-jornalista da pseudo-notícia bombástica, passe a ser o correspondente do Nação Global porque poderia ajudar-nos a dar visibilidade às nossas atividades?”. Todas as Associações contactadas me referiram que perante essa questão responderam prontamente que sim, provavelmente eu mesma teria respondido da mesma forma.

Diga-se de passagem que não sou e nunca fui correspondente do programa da RTC Nação Global, quando me ligam participo, de modo voluntário e sem nenhuma pretensão jornalística, aliás requisito que não está nos critérios exigidos pela Direção do programa.

b) Com base nesta simples pergunta, onde segundo os Presidentes Associativos contactados, em nenhum momento se falou de mim e muito menos da possibilidade de me atacarem, foi redigido um documento, contendo dez razões pelas quais o referido pseudo-jornalista deveria ser o correspondente do programa, razões todas elas que levavam diretamente à minha pessoa, sem que o real conteúdo do mesmo fosse de conhecimento das associações que acabaram por aparecer falsamente como signatárias.

c) Portanto, a notícia, baseia-se num falso “abaixo-assinado” que nunca existiu, atribuído com o engano às associações, que me ataca na minha qualidade de Presidente da Associação KriolItà, Funcionária em regime de contrato da Embaixada de Cabo Verde em Roma e Conselheira da República, cargo para o qual fui recentemente indigitada .

d) Acresce que só algumas Associações sediadas na Itália é que foram contactadas para o fim acima referido, portanto, só isso, já seria motivo para provar a má-fé de quem se deu ao trabalho de elaborar o documento!

Um simples “sim” a uma específica pergunta, foi manipulado para construir à volta o titulo bombástico, onde não somente se procura desonrar a minha pessoa e manchar a minha família como, também, ferir a dignidade das próprias associações e respetivos órgãos sociais, na qualidade de subscritores da referida notícia.

2- O mesmo artigo cita:

“Maria Silva por trabalhar na Embaixada favorece a sua Associação em relação a outras organizações cabo-verdianas. Isto por dispor, em primeira mão de informações…”.

Nada è mais falso. A Associação que tenho a honra e orgulho de presidir, nasce por iniciativa de um grupo de profissionais italianos e cabo-verdianos, bem posicionados na sociedade italiana, onde cada um coloca à disposição da organização os próprios conhecimentos, de modo a criar sinergias para a realização de iniciativas no âmbito da cooperação descentrada. A título de exemplo: um dos importantes projetos da nossa Organização é representado pelas missões cirúrgicas; quem pode ser tão perverso ao ponto de pôr em discussão os benefícios que referidas missões têm trazido à população cabo-verdiana? 310 operações de catarata, mais de 50 cirurgias em crianças afetas de malformação urológica em apenas 3 anos e sem nenhum custo a cargo dos beneficiários, pois tudo funcionou e conti-nua a funcionar em regime de voluntariado. Tudo isso nasceu da boa vontade dos associados e não por dispor de informações em primeira mão, pois foi a KriolItà quem propôs a parceria às Instituições competentes cabo-verdianas e não o contrário, logo essa afirmação está bem longe de qualquer relação com a Embaixada. A nossa primeira missão nasce por proposta de uma sócia fundadora, urologista cabo verdiana na Itália e na altura, médica junto de um importante hospital romano (cujos nomes não cito sem a autorização dos visados). Dessa primeira experiência que redundou num grande sucesso, seguiram-se outras. O cirurgião oftalmologista que realizou as operações de catarata é amigo de família de uma prestigi-osa sócia, figura importante na nossa associação.

O Desporto é um outro sector importante da nossa Associação. Temos feito fortes ações, de grande utilidade para o desenvolvimento do Desporto em Cabo Verde: apoiamos com material de alto nível a Nacional de Voleibol masculino e feminino, enviamos materi-ais de vólei que são distribuídos em prol da promoção e desenvolvimento deste desporto em Cabo Verde, contribuímos na fundação da Federação de Esgrima Cabo-Verdiana, com o intuito de promover este nobre desporto no seio dos nossos jovens, pois, é um des-porto capaz de transmitir valores como a disciplina e o respeito pelo próximo, temos enviado materiais desportivos a várias instituições, promovemos o diálogo entre o Comité Olímpico e Paralímpico Cabo-verdiano e o Comité Olímpico e Paralímpico Italiano, entre outros.

Tudo isto, não porque trabalho na Embaixada mas porque membros da Associação são grandes dirigentes ou colaboradores no mundo do desporto italiano.

Promovemos a assinatura do Protocolo entre a Universidade de Tor Vergata de Roma e a Universidade de Cabo Verde, por ini-ciativa no nosso Vice Presidente Dr Giuseppe Bea.

Com a Comunidade - temos vindo a participar na importantíssima iniciativa da Fundação Susan Komen Italia, Race for the Cure, para a prevenção do cancro da mama, realizada em parceria com a OMCVI. Trata-se de uma iniciativa de um Sócio Honorário da KriolItà, Professor e Médico Diretor junto de um importante hospital de Roma.

Portanto, o trabalho da organização centra-se numa importante rede de relações que prescinde completa e totalmente da minha pertença à Embaixada de Cabo Verde.

Outro ponto evidenciado – “Maria Silva afasta-se do posto de serviço sem autorização….”. Duvido que os meus superiores se tenham pronunciado nesse sentido, uma vez que isso não corresponde à verdade. Posso afirmar que utilizo as férias a que tenho direito, isso sim, prejudicando a minha família, em qualquer desloca-ção que faço enquanto Presidente da KriolItà.

Em jeito de um primeiro remate e ciente dos factos e perante acusações tão graves contra a minha pessoa, é de capital importância desmentir tal facto, exigindo a verdade aos promotores da notícia, tanto na comunicação como em instâncias judiciais a que me reservo de acionar, tanto na Itália como em Cabo Verde pois, a notícia patenteia a má-fé e inveja indecorosa contra a pessoa visada.

Estou ciente que mesmo que estes insultos e infâmias continuem com o mero objetivo de me impedirem de prosseguir com as minhas ações, com o apoio de todos aqueles que têm colaborado comigo e da minha família, continuarei a fazer exatamente aquilo que fiz até agora, com elevação, verdade, profissionalismo, ética, muita responsabilidade e sentido de Estado, em prol de quem vive na Itá-lia e das pessoas e instituições que precisam e que aceitem colaborar comigo em Cabo Verde.

Porque na vida nem tudo vale e porque a honra e a dignidade da pessoa humana e, sobretudo, de uma mãe, estão acima de quaisquer outros interesses, já constituí advogados para a apresentação de uma queixa-crime, tanto na Itália contra os manobradores e promotores dessa falsa notícia, como em Cabo Verde contra o jornal ‘A Semana online’, para que, em sede própria, provem o que afirmam na respetiva notícia.

Como disse um dia um meu ex-Embaixador, “na vida podemos ser ‘N’ coisas, o importante é que tudo seja feito com um só fim: o bem do próximo”.

Maria Silva

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NR: 1) O ASemanaonline cumpriu apenas o seu papel de informar. Não coloca «barbitche» em ninguém que o procura - como acontece com as conferências de Imprensa ou artigo de opinião - para exprimir a sua preocupação sobre o funcionamento de um determinado serviço, principalmente o de cariz público como é o caso da Seção Consular da Embaixada de Cabo Verde em Roma, que atende imigrantes que têm muitas dificuldades e problemas. Isto porque Estamos num Estado de Direito Democrático, onde se exerce tranquilamente o contraditório como acontece com este direito de resposta - está na peça que este jornal iria publicar a reação da visada, porque foi impossível de a ouvir naquela ocasião.

2) Os imigrantes e dirigentes das diferentes associações em Roma podem também retomar a matéria com mais informações.

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