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ICIEG trabalha Igualdade de Género e masculinidades positivas com jovens rapazes das Aldeias SOS de Cabo Verde 22 Setembro 2020

O Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade (ICIEG) está a envolver homens no combate à violência e na promoção uma cultura igualitária em Cabo Verde. Depois de uma aposta em mulheres, decidiu trabalhar homens, incutindo neles sobre as masculinidades positivas. Neste âmbito, o instituto e as Aldeias SOS com o apoio da PNUD promovem uma capacitação online destinada aos jovens rapazes residentes nas duas Aldeias SOS de Cabo Verde.O ato da abertura acontece via plataforma zoom nesta terça-feira, 22, e será feita pelo Representante da PNUD, o Diretor Nacional das Aldeias, Dionísio Pereira e pela Presidente do ICIEG, Rosana Almeida.

ICIEG trabalha Igualdade de Género e masculinidades positivas com jovens rapazes das Aldeias SOS de Cabo Verde

De acordo com uma nota enviada a este diário digital, esta 1ª ação é fruto da parceria assinada no último ano entre as duas instituições e que permitiu também a capacitação das mães e tias SOS. “As normas sociais existentes sobre o que é ser homem prejudicam os rapazes, as ideias sobre o que significa ser um homem afetam meninos e homens ao longo das suas vidas. Por exemplo, são incutidos desde infância que falar sobre seus sentimentos é coisa de mulher, que homem que é homem é aquele que, enquanto criança, brinca com carros e veste azul”, aponta em comunicado.

Vários são os tema a serem abordados, nomeadamente “Género como construção Social”; “Violência Baseado no Género (VBG) & Direitos Humanos”; “Paternidade e cuidado”; e “Novas Formas de Masculinidade”. “Esta ação visa semear nos jovens uma nova atitude no que se refere à igualdade e ao significado de ser Homem. Algumas ideias de masculinidade são completamente perigosas, levam com que os homens usem a violência contra outros homens, contra mulheres e contra crianças”, ressalta a organização, destacando que os riscos associados aos comportamentos derivados da masculinidade tóxica fazem com que nas cadeias cabo-verdianas se tenha 1567 pessoas presas, sendo 1521 homens (97,1%) e 46, mulheres (2,9%), segundo o I Censo Prisional de 2018.

Convém salientar que a formação será ministrada por um especialista na temática e membro da Rede Laço Branco Cabo Verde e terá a duração de 35 horas, destinada a 25 jovens.

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