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Crise na Venezuela: Maduro inicia exercícios militares com resposta às "ameaças de Trump" 11 Fevereiro 2019

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deu este domingo,10, início a exercícios militares que vão prolongar-se até sexta-feira, com um discurso onde voltou a acusar o seu homólogo dos EUA, Donald Trump, de pretender intervir no país.

Crise na Venezuela: Maduro inicia exercícios militares com resposta às

"Que Donald Trump não nos ameace. Fora Donald Trump da Venezuela, fora as suas ameaças, aqui há força armada e aqui há povo para defender a honra, a dignidade e o decoro de uma pátria que luta há mais de 200 anos", disse.segundo a lusa, Nicolás Maduro, numa cerimónia com militares no estado Miranda, arredores de Caracas.

No seu discurso, transmitido pelo canal estatal VTV, o líder venezuelano anunciou que aprovará os investimentos necessários para que a Venezuela "possua todo o seu sistema de defesa antiaérea e antimíssil".

"Para tornar os nossos lugares e povoações locais inexpugnáveis, inexpugnáveis por ar. Por terra não se podem meter porque aqui estão os soldados de Bolívar que fariam pagar caro ao império norte-americano qualquer ousadia de tocar o solo sagrado da pátria venezuelana", prosseguiu, citado pela agência noticiosa Efe.

Estas manobras, que incluem civis e militares, foram convocadas por Maduro após o parlamento, controlado pela oposição, não o reconhecer como presidente legítimo desde janeiro, quando se iniciou o seu segundo mandato após reeleito numa eleição presidencial considerada ilegítima pela União Europeia (UE).

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se auto-proclamou presidente da república interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro, com a missão de realizar eleições presidenciais livres e transparentes.

Guaidó conta com o apoio de cerca de 50 países, incluindo os Estados Unidos e a maioria dos Estados-membros UE, nomeadamente Portugal. Já Nicolas Maduro conta, a par dos apoios dos militares, com a ajuda da Rússia e China, duas grandes potências mundiais.

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