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Covid EUA: ’Persona non grata’ na maioria de países — Passaporte de ouro ’já era’ 09 Julho 2020

Os cidadãos americanos estão a sofrer desde o dia 1 os efeitos das restrições que em março Trump impôs à entrada de cidadãos europeus. A União Europeia na reabertura de fronteiras aperta as restrições e os americanos veem a erosão do seu estatuto privilegiado de viajantes livres em quase todo o planeta. Esta semana, o impensável aconteceu a cinco cidadãos americanos a viajar num jato privado: a Itália recusou-lhes a entrada.

Covid EUA: ’Persona non grata’ na maioria de países — Passaporte de ouro ’já era’

Só para exemplificar, são os tradicionais aliados dos Estados Unidos que, alarmados ante os números da pandemia que esta semana chegaram aos três milhões de infeções e mais de trezentas mil mortes na primeira potência mundial, se destacam nesse ’bater com a porta na cara’.

O Canadá recusa a entrada a cidadãos americanos e aplica-lhes uma multa por violação das restrições a viajantes vindos do país vizinho.

O México impôs medidas duras que surpreenderam no feriado do Quatro de Julho os americanos que decidiram gozar o fim de semana no país vizinho a Sul.

Os "filtros sanitários" implementados nas fronteiras com os Estados Unidos fez com que muitos cidadãos dos Estados Unidos tivessem recusada a entrada após a medição da temperatura ou a avaliação das autoridades mexicanas de que a sua viagem não era essencial.

Dói mas vai passar — menos para a maioria

E para os que pensam que os americanos estão mal, fica o lembrete: "A maioria da população mundial nunca poderá viajar à Europa — porque não tem dinheiro ou porque não lhe dão o visto". Palavras de Dimitry Kochenov, professor da universidade neerlandesa de Groningen.

Kochenov criou com Christian Kalin o QNI-Índice Qualitativo da Nacionalidade em 2007. O objetivo é medir "a qualidade das nacionalidades com base em critérios como força económica, índice de desenvolvimento humano, facilidade de viajar, estabilidade política e oportunidades de trabalhar no estrangeiro aos seus cidadãos", lê-se no website da organização "QNI.org".

"A pandemia apenas mostra aos americanos aquilo que o resto do mundo já sabia sobre a principal função da nacionalidade no mundo", remata Kochenov.

Fontes: New York Times/ Relacionado: Reino Unido sem UE cai 3 posições e está ex-aequo 5º com Portugal no ranking dos melhores passaportes — Cabo Verde é 75º, 14.abr.019. Foto (Getty): Aeroporto JFK. LS

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