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Covid-19: Suécia difere e apela ao civismo — Economista alerta para risco de nova "Grande Depressão" e Greta T. acredita ter estado doente 27 Mar�o 2020

Mais de três mil milhões de pessoas estão fechadas em casa, mas a Suécia — que regista 2.526 contagiados e 62 óbitos, mais do quádruplo do vizinho reino da Noruega — continua a recusar medidas drásticas. As escolas dos zero até ao 10º ano continuam abertas, o reino conta com o civismo da população.

Covid-19: Suécia difere e apela ao civismo — Economista alerta para risco de nova

A ativista Greta Thunberg, de 17 anos, contou que ela o pai — ambos suspeitos de terem contraído o coronavírus após uma viagem à Alemanha — estiveram confinados num apartamento emprestado, para evitar contagiar a mãe, Malena, e a irmã, Beata.

A adolescente explicou que na Suécia apenas são testadas as pessoas que "necessitam de cuidados médicos urgentes". Todos os que se sentem doentes devem ficar em casa, isolados".

Por isso, diz, não foi testada e não pode confirmar que "apanhou o coronavírus". Mas, acredita, "é extremamente provável, atendendo à combinação de sintomas e circunstâncias": sentia-se cansada, teve tosse, garganta dorida enquanto o pai teve os mesmos sintomas e também febre.

Civismo

A Agência de Saúde Pública/Folkhälsomyndigheten aconselha a população a seguir com rigor as medidas recomendadas pela OMS-Organização Mundial de Saúde e considera que "manter crianças de boa saúde em casa não é uma medida eficaz para evitar a propagação do vírus" e que "fechar as escolas teria consequências tremendas para a sociedade".

As recomendações da OMS — evitar aglomerações, manter distância social, higienização ...— estão a ser aplicadas com rigor, notam observadores nacionais e internacionais. O civismo da população, diz-se, conta muito para evitar propagar a doença.

Por isso, o reino da Suécia — que regista 2.526 contagiados e 62 óbitos, mais do que os vizinhos reinos da Noruega e da Dinamarca — continua a recusar a quarentena, o isolamento e ou o fecho de fronteiras.

Apenas os alunos acima dos dezasseis anos deixaram de ter aulas presenciais e seguem aulas por internet.


"Desemprego de massa, como nos anos de 1920 e 1930"

Os economistas suecos estão de acordo com as autoridades da Saúde e consideram que fechar o país ia ter também consequências económicas desastrosas para a sociedade.

Entre esses, está a Kerstin Hessius, ex-diretora da Bolsa de Estocolmo e presidente dum dos maiores fundos de pensões, que esteve na quinta-feira, 19, num painel da televisão pública, SVT, que debatia a reivindicação do presidente da confederação sueca de empresários, Jan-Olof Jacke, para que o Estado atribua às empresas mais ajudas complementares dada a pandemia do corona vírus.

A economista expressou que o mundo corre o risco de voltar a ter "o desemprego de massa, como nos anos de 1920 e 1930", a década da Grande Depressão.

Ante essa ameaça, diz Hessius, é imperativo estabelecer um "calendário claro" para a saída do estado de emergência", implementado em diversos países, pois " para limitar a saturação dos hospitais, tem de haver outros meios mais eficazes que fechar a economia inteira".

Fontes: BBC/Le Monde. Foto: Greta à chegada a Lisboa (onde o jornalista Sousa Tavares a qualificou de ’Joacine escandinava’). Na capital portuguesa ia tomar o comboio para Madrid onde participaria na cimeira do COP25, em dezembro último. LS

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