ACTUALIDADE

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Covid-19/São Vicente: UCID classifica situação social na ilha de “extremamente difícil” na sequência da pandemia 21 Maio 2020

Os deputados da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) consideraram hoje que a situação social de São Vicente é “extremamente difícil” na sequência da pandemia, não obstante “alguns apoios” do Governo e de algumas ONG.

Covid-19/São Vicente: UCID classifica situação social na ilha de “extremamente difícil” na sequência da pandemia

Em conferência de imprensa hoje, no Mindelo, para dar a conhecer os resultados de mais uma visita ao círculo eleitoral, António Monteiro disse que os três deputados da UCID estiveram em diversos bairros da ilha nos últimos dias e constataram “pessoas com grandes dificuldades” e que necessitam de uma solução para equilibrarem a vida no dia-a-dia.

O deputado e também presidente da UCID reiterou que há muitas pessoas ainda que não tiveram a oportunidade nem de receber as cestas básicas, tão-pouco o apoio financeiro do Estado, pelo que apelou aos poderes local e central para reanalisarem o que se passa e ajudar as famílias, hoje com um “grau de dificuldade superior”, devido à pandemia do novo coronavírus.

“Entende a UCID que o vírus não é culpa de ninguém, mas que cabe ao Governo, à autarquia e a sociedade civil tecer uma malha que permita ajudar as pessoas que, não tendo os recursos necessários, estão a passar dificuldades, nomeadamente crianças a quem falta o leite”, exemplificou o deputado.

“Situação desagradável que é preciso pôr cobro”, lançou a mesma fonte, que também deu conta de reclamações de pessoas hoje em lay-off que receberam do patronado parte do salário, mas que até quarta-feira, 20, não tinham recebido “um único centavo” do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), demora que os democratas cristãos dizem estranhar.

Para além da situação social, os deputados mantiveram encontros de trabalho com responsáveis do Instituto Marítimo Portuário (IMP) a quem, segundo Monteiro, fizeram chegar reclamações de operadores económicos que transportam mercadorias no navio Chiquinho.

É que, segundo a mesma fonte, as queixas derivam da entrada de água nas laterais do navio (bombordo estibordo), que dizem os operadores estar a danificar as mercadorias, mas que do IMP recebeu a informação de que o armador encontra-se à procura de uma solução, para esta “tremenda falta de respeito” para com os operadores, como disse o deputado.

A problemática da pesagem das viaturas que transportam mercadorias no navio que faz a carreira São Vicente/Santo Antão/São Vicente foi igualmente colocada ao IMP, para que seja revista, pois, conforme disse, não conseguem fazer a pesagem das viaturas no Porto Novo, já que no respectivo porto não existe uma báscula, mas as viaturas, em caso de excesso de peso, são apreendidas em São Vicente.

A UCID pediu ainda explicações sobre o alegado aumento de “mais de 25%” no preço do transporte de viaturas para a ilha de São Nicolau que, conforme disse, é demasiado, até porque o Governo subsidia a companhia Inter-ilhas.

Por fim, os deputados da UCID visitaram o Hospital Baptista de Sousa e, do encontro com a direcção, António Monteiro disse que os deputados saíram com o sentimento de que a unidade hospitalar “está a fazer aquilo que pode” para tentar ultrapassar a covid-19, mas, ao mesmo tempo, sintetizou, “preocupados pela falta dos reagentes” para análises e exames auxiliares de diagnóstico.

A direcção do “Baptista de Sousa” informou ainda, segundo António Monteiro, que a suspensão de diversos serviços que o hospital prestava aos seus utentes antes da pandemia, tem trazido dificuldades na cobrança de receitas e prometeu junto do Governo trabalhar para que o hospital tenha mais recursos financeiros. C/Inforpress

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade





  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Abonnement

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project