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Covid-19: GAO analisa respostas do país aos impatos socioeconómicos da pandemia 30 Junho 2020

Aconteceu, segunda-feira, 29, a abertura da primeira Missão do Grupo de Apoio Orçamental – GAO do ano em curso, sob a coordenação e liderança de Luxemburgo, na pessoa da Encarregada de Negócios em Cabo Verde, Angèle da Cruz.

Covid-19: GAO analisa respostas do país aos impatos socioeconómicos da pandemia

Esta missão, de dois dias, acontece num contexto especial, tendo em conta a situação de crise provocada pela pandemia. Neste sentido, consta como ponto principal da agenda do GAO, a análise das respostas do país face ao impacto socioeconómico da COVID-19.

De acordo com o governo, concretamente, o Grupo de Ajuda Orçamental vai manter encontros com autoridades nacionais para conhecer melhor as medidas levadas a cabo no domínio da saúde, da economia e social, por forma a se perceber o plano pós-pandemia.

O Grupo de Apoio Orçamental vai avaliar a gestão financeira e supervisão do financiamento COVID, concretamente os programas sectoriais negociados com os parceiros e fazer o acompanhamento das ações em curso; a estabilidade macroeconómica e Dívida Pública face ao COVID; e o impacto da pandemia nas empresas públicas.

Segundo informações avançadas pelo governo, na sessão de abertura desta missão de avaliação, para além de agradecer toda ajuda que o Grupo vem dando a Cabo Verde, ao longo do tempo, o Vice Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Olavo Correia, destacou todo “apoio imediato, oportuno, célere, sem qualquer tipo de burocracia” que todos os parceiros ao nível do GAO têm prestado ao país “neste momento de maior aflição”.

O governo avançou que, no final de 2019, com o suporte de todos os parceiros, nomeadamente ao nível do Grupo de Apoio Orçamental o quadro era muito positivo em Cabo Verde, com uma taxa de crescimento à volta do 6%, trajetória de redução da dívida pública, em percentagem do PIB, passando de 130% do PIB para cerca de 120% , trajectória de redução acelerada da taxa do desemprego, que estava a caminhar para um dígito, e, particularmente, o desemprego jovem tinha reduzido para a metade; e um quadro de forte confiança na nossa economia, num processo de crescimento contínuo.

Olavo Correia considerou que, face aos desafios do futuro, “num quadro que é imprevisível quer em Cabo Verde, quer à escala mundial”, disse que Cabo Verde tem de ser muito prudente na gestão desta pandemia. E nesta empreitada “queremos poder continuar a contar com o apoio dos nossos parceiros nesta nova fase de recuperação económica e social e de retoma da atividade económica”.

Da parte do Governo de Cabo Verde, os parceiros podem contar “com sentido de responsabilidade, quer do plano biológico, como do plano económico-social, em tudo fazer para protegermos aos mais carenciados, protegermos o emprego, provermos a inclusão social e garantirmos medidas equilibradas para termos uma retoma económica o mais cedo possível”, garantiu o Vice Primeiro-Ministro.

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