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Cooperação Espanhola financia projeto de promoção da Economia Azul em Cabo Verde 12 Maio 2022

A Cooperação Espanhola vai financiar com 160 mil euros um projeto de promoção do empreendedorismo e do emprego na Economia Azul em Cabo Verde, conforme acordo a assinar hoje na Praia, segundo a FAO.

Cooperação Espanhola financia projeto de promoção da Economia Azul em Cabo Verde

O projeto será implementado durante um ano e segundo fonte da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) deverá beneficiar jovens e adultos a estabelecer uma plataforma de cooperação para a promoção do empreendedorismo, capacitar pescadores e vendedoras de pescado para "promover a integração da cadeia de valor" pesca e turismo, aplicando os princípios da Economia Azul, mas também garantir maior "autonomia dos atores do setor das pescas".

O objetivo é realizar "ações de sensibilização, comunicação, transferência de conhecimento e capacitação, garantindo que 40% do total de beneficiários sejam mulheres", refere a FAO, que em conjunto com o Governo cabo-verdiano e a Cooperação Espanhola elaborou o projeto "Promover o empreendedorismo na Economia Azul", para "contribuir para o processo de transição sustentável para a Economia Azul em Cabo Verde".

O acordo para implementar este projeto, a assinar hoje entre as partes e que prevê um financiamento de 167,2 mil dólares (160 mil euros) pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, tem como parceiros o Ministério do Mar de Cabo Verde e a Pro-Empresa, instituição pública, sendo a FAO a agência executora.

Vai ainda garantir a aplicação dos conhecimentos adquiridos no desenvolvimento das empresas, bem como "a sustentabilidade e promoção de novos produtos e novos mercados".

A FAO sublinha que a Economia Azul "apresenta-se como uma nova abordagem que visa estimular o crescimento sustentável, com base nos serviços ecossistémicos prestados pelos recursos marinhos e costeiros", gerando "novos empregos e oportunidades de investimento" ligados, nomeadamente, a inovações "que ofereçam vantagens competitivas às atividades emergentes e cadeias de valor existentes" com "novos produtos ou acesso a novos mercados".

Cabo Verde contava no final de 2021 com 3.125 pescadores artesanais e 1.881 vendedores de peixe, além de 1.434 barcos artesanais a motor e 127 embarcações de pesca industriais e semi-industriais, de acordo com os dados ainda provisórios do V Recenseamento Geral das Pescas, que decorreu de 22 de novembro a 07 de dezembro de 2021.

O arquipélago contava no mesmo período com 1.403 armadores de pesca, 36 embarcações de pesca desportiva e 151 infraestruturas de apoio.

Os dados apontam ainda que desde 2011, quando foi realizado o levantamento anterior em Cabo Verde, os recursos humanos no setor das pescas aumentaram em mais de 1.500 trabalhadores.

O país conta ainda com três fábricas de conserva e uma unidade de aquacultura, entre outras infraestruturas do setor das pescas, de acordo com o mesmo recenseamento, realizado pelo Instituto do Mar, com o apoio do Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde.

A Semana com Lusa

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