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Comentário: Quinta edição da gala “Somos Cabo Verde” brilha em noite de homenagem à cultura cabo-verdiana 20 Outubro 2019

A quinta edição da gala “Somos Cabo Verde – Os melhores do Ano”, realizada na noite desta sexta-feira, 18 de Outubro, Dia Nacional da Cultura, ficou marcada por muito brilho e momentos de emoção proporcionados ao público.

Comentário: Quinta edição da gala “Somos Cabo Verde” brilha em noite de homenagem à cultura cabo-verdiana

O evento, que decorreu sob o lema “Somos um só em prol da cultura”, não poderia começar da melhor forma, se não fosse com uma actuação de danças tradicionais cabo-verdianas, acompanhadas como pano de fundo um vídeo com imagens e voz da eterna rainha do finasson e batuku, Nha Nácia Gomi, falecida a 03 de Fevereiro de 2011, em Santa Cruz, interior de Santiago.

Ainda nesta actuação de dança coube espaço para o funaná e o seu inconfundível som do ferrinho e também para a tabanca, acompanhados de excertos de actuações dos também já falecidos homens da cultura cabo-verdiana, Nhu Ntoni Denti D’oro (2018) e Manuel de Novas (2009).

Tudo isto, um trabalho que contou com a direcção artística de Betty e Nicole, duas gerações diferentes do mundo da dança cabo-verdiana, que preparam esta “apresentação especial” para a abertura da quinta edição do “Somos Cabo Verde”. Foi assim o primeiro dueto improvável da noite.

Logo depois entrou no palco o habitual anfitrião do certame, Luís Miranda (Mc Bife) que, acompanhado da estreante apresentadora no evento, Kathy Moeda, anunciou a entrega dos prémios Solidariedade e Voluntariado, antes do segundo dueto improvável, protagonizado pelos artistas Tony Fika e Trakinuz.

Estes presentearam o público presente, que correspondeu às expectativas da organização, com uma simbiose perfeita entre o zouk e funaná de Tony Fika e o hip hop krioulo de Trakinuz.

Antes do primeiro intervalo, houve ainda tempo para a entrega de mais dois prémios, Inovação e Moda, e para o terceiro dueto improvável, que esteve sob a batuta de duas vozes de cabo-verdianas da diáspora: Sorraia Ramos e Blacka.

Teatro e mornas

Em noite de criatividade, o grupo teatral de Santo Antão, Juventude em Marcha, e o CV Noia, da Ilha de Santiago, brindaram os assistentes com momentos de humor e entretenimento, naquele que foi o quarto dueto improvável, à volta do primeiro intervalo.

Depois foi a vez da entrega dos prémios Diáspora, Desporto, Cultura e Música. Este último vencido pelo artista Dino de Santiago que, entretanto, dedicou e ofereceu a estatueta ao outro nomeado, o empresário Gugas Veiga, que, por sua vez, agradeceu o gesto do artista, mas devolveu o prémio ao “amigo da rainha do pop”.

O quinto dueto improvável, aquele que era surpresa até o momento e que aconteceu a seguir à entrega do prémio Jornalismo On-line, foi, sem dúvidas, um dos momentos mais marcantes da noite.

Cantou-se “Joana”. O momento foi “protagonizado” pela “jovem mulher da morna” Cremilda Medina e Vadú (autor da música), outro grande nome da cultura de Cabo Verde, que partiu tão jovem em 2010, vítima de acidente de viação, deixando para trás uma carreira promissora.

Enfim, um momento emocionante, que levantou a plateia e fez descer lágrimas de nostalgia dos olhos de alguns presentes na plateia. Não faltaram aplausos.

Na terceira e última parte, começou-se por homenagear figuras marcantes da sociedade cabo-verdiana que “partiram” no último ano, no fundo uma morna cantada na voz do saudoso Ildo Lobo. Procedeu-se a entrega dos prémios nas categorias Imprensa Escrita, Rádio e Televisão.

Momentos do funaná e Rapaz 100 juiz

O sexto dueto improvável desta V edição da Gala “Somos Cabo Verde” voltou a juntar duas gerações. Desta feita Bitori Nha Bibinha, aos 81 anos, e Dino d´Santiago (36). Este segundo que aproveitou para relatar momentos de dificuldades pelos quais passa o seu companheiro de palco nesta noite, nomeadamente para pagar a electricidade e defendeu ainda que os artistas devem ter dignidade da última fase de suas vidas.

Depois das entregas das estatuetas do Homem e da Mulher do Ano e do Mérito Excelência, coube aos grupos Ferro e Gaita e Rapaz 100 Juiz a responsabilidade de, em mais um dueto improvável, fechar com chave de ouro esta que foi, segundo um dos premiados, Patone Lobo, a melhor edição, até então, de “Somos Cabo Verde – Os Melhores do Ano”.

A gala “Somos Cabo Verde – Os Melhores do Ano” é um evento anual que pretende prestigiar diversas figuras, associações e grupos que tem contribuído para o desenvolvimento de Cabo Verde. A cultura cabo-verdiana foi a homenageada nesta edição.

LISTA DOS PREMIADOS:

Categoria Solidariedade:

Associação Amigo das Ilhas – São Nicolau

Categoria Voluntariado

Delta Cultura – Tarrafal de Santiago

Categoria Diáspora

Ismael Silva – E.U.A

Categoria Moda

Zuleica Eliana

Categoria Inovação e Empreendedorismo

GERR

Categoria Empresarial

Patone Lobo – Hotel Odjo D´Água

Categoria Desporto

Maria Correia “Tchumamai”

Categoria Cultura

Dina Salústio

Categoria Jornalismo Online

Constança de Pina

Categoria Jornalismo de Imprensa Escrita

Sara Almeida

Categoria Jornalismo de Rádio

Emerson Pimentel

Categoria Jornalismo TV

Nazaré Barros

Categoria Música

Dino D´Santiago

Homem do Ano

Gabriel Fernandes – Reitor da Universidade de Santiago

Mulher do Ano

Maria Luísa Lobo

Prémio Mérito e Excelência

Raiz di Polon

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